Cidades

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Acusado de matar e colocar fogo em mulher pega 16 anos de reclusão

Acusado de matar e colocar fogo em mulher pega 16 anos de reclusão

Redação

04/08/2010 - 08h35
Notícia sem imagem
Thiago Gomes

Os jurados da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande condenaram, ontem, Cláudio da Silva Rodrigues, de 27 anos, por ter assassinado – e ateado fogo – em uma mulher, em outubro do ano passado, em Campo Grande. Por conta desse crime, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, presidente do Tribunal do Júri, aplicou-lhe a pena de 16 anos de reclusão.
Conforme a denúncia sustentada pelo representante do Ministério Público Estadual (MPE), promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, em 31 de outubro de 2009, por volta das 23 horas, no interior de uma residência localizada na Rua Saldanha Marinho, Bairro Amambaí, juntamente com outras pessoas, Cláudio Rodrigues desferiu golpes com ferro na vítima, identificada apenas como Rose. Na sequência, o agressor colocou fogo na mulher, dentro de um poço desativado, causando-lhe a morte.
O local onde se deu o homicídio, de acordo com populares, era uma casa abandonada, usada por moradores de rua. O corpo de Rose, que também era apontada como moradora de rua, foi encontrado ainda em chamas por vizinhos.
Cláudio Rodrigues foi preso logo depois. No decorrer das investigações, descobriu-se que mais duas pessoas teriam participado do crime, mas elas não foram identificadas pela polícia. Ontem, no julgamento, o acusado negou a autoria do assassinato. Ele foi defendido pelo defensor Humberto Bernardino Sena.

Condenação
Ao final da audiência, o Conselho de Sentença, por maioria de votos declarados, decidiu condenar o acusado no homicídio com as qualificadoras do emprego de meio cruel (fogo) e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi reconhecida contra Cláudio Rodrigues a existência da agravante da reincidência, pois ele registrava condenação em roubo, com sentença transitada em julgado à época do crime.
Ao considerar as circunstâncias judiciais do episódio, o juiz Aluízio Pereira fixou a pena-base em 15  anos e seis meses de reclusão. Na sequência, aumentou em seis meses devido à agravante da reincidência. Assim, o réu recebeu uma pena final de 16 anos de reclusão.

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