O Plenário votou ontem (04) moção que exorta o governo do Irã a libertar Sakineh Mohammadi Ashtiani, mulher condenada a morte por adultério naquele país. A moção foi apresentada pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Mais cedo, o presidente da Câmara, Michel Temer, havia acertado essa votação com os líderes partidários.
Jungmann disse que não pretendia discutir as leis iranianas, mas destacou que o Parlamento brasileiro consagrou o principio do direito à vida na Constituição de 1988. ?Essa moção é em respeito à vida e aos direitos humanos, hoje sob tutela universal?, argumentou.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para que Sakineh Ashtiani pudesse se asilar no Brasil, junto com a família. O pedido foi rejeitado pelos iranianos. Sakineh está presa desde maio de 2006, quando um tribunal na Província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada por manter "relações ilícitas" com dois homens após a morte de seu marido. O caso teve grande repercussão internacional.
O Plenário também aprovou a prorrogação, por 60 dias, dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana, que se encerrariam em 12 de agosto. O relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), deverá entregar seu parecer logo após as eleições.
Os deputados voltarão a se reunir no dia 17 de agosto, em esforço concentrado.
(Agência Câmara de Notícias)