O brasileiro esteve mais otimista, em julho, em relação ao endividamento futuro, de acordo com o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor), divulgado esta semana pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O índice que mede o endividamento atingiu 113 pontos no mês passado. Na comparação com o mês de junho, quando o índice registrou 109,6 pontos, houve acréscimo de 3,1%, sendo este o terceiro aumento seguido no ano.
Uma pontuação acima de 100 significa otimismo e, abaixo dessa marca, pessimismo.
Perspectivas
Questionados sobre qual a expectativa para os próximos meses, em relação ao seu próprio endividamento, 41% dos consumidores afirmaram que terão o mesmo número de dívidas dos últimos três meses, de acordo com a tabela abaixo:
Expectativas do endividamento
para os próximos três meses
Item Respostas
Muito mais endividado 3%
Mais endividado 16%
Mesmo número de dívidas de três meses atrás 41%
Menos endividado 32%
Muito menos endividado 7%
Fonte: Inec/CNI
Perfil
Na análise por renda, 33% dos consumidores que recebem até um salário mínimo declararam que estarão mais ou muito mais endividados nos próximos três meses, liderando as perspectivas pessimistas. Na outra ponta, apenas 9% dos entrevistados com renda acima de 10 de salários deram as mesmas respostas.
Quando se comparam homens e mulheres, 21% delas dizem que ficarão mais ou muito mais endividadas, contra 19% deles. Em contrapartida, 38% das consumidoras consultadas afirmam o contrário: que estarão menos ou muito menos endividadas. Entre os homens, o índice atinge 41%.
Por faixa etária, consumidores entre 30 e 39 anos apresentam o maior índice entre aqueles que se declaram mais ou muito endividados, com 23% das respostas.
O Inec é elaborado a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional, conduzida pelo Ibope com 2.002 pessoas. A pesquisa tem periodicidade mensal e foi realizada entre os dias 23 a 27 de julho, para esta última edição.