Cidades

Cidades

Indígenas voltam a protestar contra usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará

Indígenas voltam a protestar contra usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará

Redação

09/08/2010 - 18h25
Notícia sem imagem
     Até quinta-feira (12), cerca de 500 pessoas são esperadas no acampamento ao lado do cais do porto de Altamira (PA) em protesto à construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), e outros empreendimentos na Amazônia. A mobilização é organizada por entidades como o Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS); a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
        
        Segundo essas entidades, a obra é desnecessária e de alto custo; gera grande passivo ambiental; trará impactos sociais e as populações supostamente mais afetadas como os indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores não são ouvidas pelo governo federal nem pelos empreendedores da obra. ?É a mesma coisa que fizeram com Tucuruí?, disse a índia Sheyla Yakarepi Juruna, da comunidade Aldeia Boa Vista, em Vitória do Xingu (PA), fazendo referência à hidrelétrica construída durante a ditadura militar (1964-1985)
        
        A índia teme que a obra gere impactos sociais como o aumento da prostituição na região e até mesmo da exploração sexual de crianças e adolescentes, como estaria ocorrendo nas proximidades das obras de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO).
        
        ?Eles vão fazer um canal do Panamá aqui dentro?, comparou Claudemir Monteiro, da coordenação do Cimi no Pará e Amapá. ?Não adianta gerar energia limpa com a destruição da floresta?, criticou o indigenista, ao dizer que a obra está saindo ?por capricho do [presidente] Lula?. Claudemir avaliou que Belo Monte é um ?projeto emblemático? e depois dele outras obras de grande impacto ambiental se seguirão.
        
        Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA), espera que, nas futuras obras na Amazônia, o governo ?reveja suas práticas?, e faça novas usinas e qualquer outro empreendimento ?com planejamento e consulta?, reclamou. Segundo ela, o licenciamento ambiental da obra ?foi político? e imposto.
        
        Adriana Ramos lembrou que ainda estão pedentes para a construção de Belo Monte as medidas compensatórias para as populações afetadas e o problema de redução de diminuição da vazão e perda da qualidade da água. Segundo ela, ?os indígenas estão insatisfeitos, porque o processo de instalação não os levou em conta. A Funai [Fundação Nacional do Índio] autorizou a obra sem fazer consulta aos índios?, afirmou.
        
        A Agência Brasil também ouviu a concessionária da hidrelétrica, a Norte Energia S.A. Segundo o diretor sócioambiental da empresa, Antônio Coimbra, ?nenhuma terra indígena será inundada. Não haverá um metro quadrado inundado?, garantiu. Conforme o executivo, Belo Monte terá uma das melhores relações entre o tamanho da área alegada e a quantidade de energia gerada: 23 megawatts por km², abaixo apenas da hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco (AL e SE), para a qual a relação é de 50 megawatts por km².
        
        Na sua opinião, ?o país não pode abrir mão da energia limpa e renovável das hidrelétricas, e o maior potencial está na Amazônia?. Antônio Coimbra contabilizou que o Brasil tem no total um potencial de 260 gigawatts (hidrelétricas em funcionamento e obras futuras) e que quase a metade desse potencial está na região amazônica (115 gigawatts). De acordo com o diretor da Norte Energia S.A, apenas 6% do potencial hidrelétrico da Amazônia está sem operação.
        

INFRAESTRUTURA

Guanandi II terá asfalto e drenagem em 12 vias com investimento de R$ 8,6 milhões

Serviços começaram pela Rua Itarumã e têm prazo de até 240 dias; outra etapa, estimada em R$ 7,7 milhões, está em tramitação

06/11/2026 08h04

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II Divulgação/PMCG

Continue Lendo...

facções

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Jackson da Rosa Fernandes morreu no mês passado no presídio e a suspeita é de que o crime seja resultado do conflito

06/11/2026 07h45

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre

Guerra entre Comando Vermelho PCC chega à Máxima e um morre Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).