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Acusado de matar bombeiro em SP é condenado a 46 anos de prisão

Acusado de matar bombeiro em SP é condenado a 46 anos de prisão

Redação

12/08/2010 - 08h00
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        Depois de nove horas, terminou às 23h50 desta quarta-feira (11) o julgamento de Lamberto José de Carvalho Alves, acusado de participar da morte do bombeiro João Alberto da Costa em 2006. Lamberto de Carvalho foi condenado a 46 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de homicídio contra João Alberto da Costa; duas tentativas de homicídio contra Aderson Donizete de Freitas e Adriano Pedro Horácio; formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.

        De acordo com a sentença lida no 1º Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, os jurados entenderam que Lamberto cometeu os crimes de homicídio e tentativas de homicídio por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitava defesa das vítimas.

        Cabe recurso da decisão.

O julgamento de Lamberto teve início por volta de 14h40, no plenário 7, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Para o júri, foram sorteados e escolhidos quatro mulheres e três homens. O julgamento foi presidido pela juíza Fabíola Oliveira Silva.

        Crime
        O crime ocorreu no dia 13 de maio de 2006, na Alameda Barão de Piracicaba, em Campos Elíseos, onde funciona o 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. Costa foi uma das vítimas que morreram durante a onda de ataques criminosos em São Paulo naquela época.

A primeira data do julgamento havia sido marcada para a tarde de 14 de junho, mas teve de ser adiada devido ao não comparecimento de uma testemunha comum à defesa e à acusação, de acordo com a assessoria do TJ.

Outros acusados
        Em março deste ano, outros três réus acusados do mesmo crime foram absolvidos pelo TJ. Eduardo Vasconcelos, Alex Cavalheiro e Giuliana Custódio foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por homicídio e duas tentativas de homicídio duplamente qualificados. Isso porque, na época do crime, outro bombeiro e um civil foram atingidos e sobreviveram.

        Em junho, os desembargadores da 3ª Câmara de Direito Criminal mantiveram a decisão do 1º Tribunal do Júri de levar a júri popular os sete acusados pela morte do bombeiro João Alberto da Costa. Entre os denunciados estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Julio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola. Eles são apontados como chefes de quadrilhas que agem a partir dos presídios de São Paulo.
         

 

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