Cidades
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Suboficial paraguaio assassinado na região de fronteira com 15 tiros
Suboficial paraguaio assassinado na região de fronteira com 15 tiros
O suboficial da Polícia Nacional do Paraguai, Cláudio Rojas, de 46 anos, morreu fuzilado, ontem pela manhã, no Bairro San Blás, em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã. Ele foi alvejado por cerca de 15 tiros e morreu ainda dentro de uma caminhonete.
O veículo ocupado pela vítima utilizava placas clonadas. Até o final da tarde de ontem, a autoria e circunstâncias do assassinato ainda não tinham sido esclarecidas pelas autoridades paraguaias, apesar das investigações já em andamento.
Pistolagem
Segundo as informações policiais, por volta das 10h20min, o suboficial Cláudio Rojas passava pelo Bairro San Blás, momento em que foi interceptado pelos pistoleiros que ocupavam uma motocicleta.
Depois de emparelhar com a caminhonete Toyota com placa AUL-202, que era conduzida pela vítima, o homem que estava na garupa da moto disparou rajadas de tiros, provavelmente de submetralhadora ou pistola automática calibre 9 milímetros.
Fuga e morte
Ato contínuo, os pistoleiros fugiram e não foram identificados por testemunhas. Há informações de que os criminosos estavam com os rostos cobertos por capacetes. Populares acionaram o socorro médico, mas o suboficial, em virtude dos tiros que atingiram a sua cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada em um hospital de Pedro Juan Caballero.
De acordo com uma fonte policial, a placa que estava na caminhonete de Cláudio Rojas é clonada, já que a inscrição AUL-202 pertence a uma outra caminhonete de um cidadão descendente de japonês, que atende pelo nome de Koichi Onovera Otsuka.
Segundo a Polícia Nacional, Rojas estava lotado na Brigada de Investigações da Polícia Nacional, situada no município de Yby Yaú.
Mais execução
A execução de Cláudio Rojas foi a segunda feita por pistoleiros em pouco mais de 24 horas na região de fronteira. No domingo, os policiais localizaram enterrado o corpo de Máximo Alen, de 35 anos.
A vítima estava em uma motocicleta quando foi atropelada no sábado à noite nas imediações do Estádio do Clube 2 de Maio, em Pedro Juan Caballero.
Populares acharam que os ocupantes do veículo que provocou o atropelamento estavam prestando socorro a Rojas. Na manhã de domingo, um garoto, ao passar por uma estrada vicinal da colônia Santa Maria, no distrito de Sanga Puitã, na divisa com Ponta Porã, percebeu um corpo enterrado com parte do braço e mão para fora da terra.
Imediatamente a Polícia Nacional foi acionada e, ao chegar ao local, desenterrou e identificou a vítima como sendo Máximo Alen.
O crime, segundo os investigadores que tomam conta do caso, está relacionado a acerto de contas entre quadrilhas de traficantes de drogas que agem na fronteira do Brasil com o Paraguai.
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