Cidades
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Justiça deve autorizar sepultamento de restos de ossada de Dudu
Justiça deve autorizar sepultamento de restos de ossada de Dudu
Os restos mortais do estudante Luiz Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu, serão enterrados no dia 1º de setembro, segundo informou a mãe do garoto, Eliane Aparecida Nascimento Martins. Ela disse que se reuniu com o promotor de Justiça Douglas Oudergado e com o juiz da 2ª Vara dos Crimes Dolosos, contra a Vida e Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, que se comprometeram em liberar os fragmentos do corpo da criança para a família.
Holly Lee de Souza, o último acusado pela morte de Luiz Eduardo, será julgado no próximo dia 31, conforme decisão do juiz Aluízio Pereira. Após a sessão de julgamento, o magistrado fará a entrega simbólica dos restos mortais da vítima, no plenário ou em sua sala. No dia seguinte, a ossada será liberada para velório e sepultamento.
Eliane Martins contou que o velório será feito na casa do pai de Dudu, Roberto Gonçalves, localizada no Bairro Jardim das Hortênsias, na Capital. Já o sepultamento será feito no Cemitério Memorial Park.
A família espera velar e sepultar os restos do garoto no mesmo dia, como forma de aliviar o sofrimento. “Esperamos tanto tempo para dar um sepultamento justo e agora queremos que ele descanse em paz. A gente também tem que seguir nossa vida porque paramos no tempo”, desabafou a mãe de Dudu.
Crime
O garoto Luiz Eduardo foi morto no dia 22 de dezembro de 2007 e, conforme investigação da polícia, José Aparecido Bispo, ex-padrasto da vítima, foi o mandante e o executor do crime. O motivo da crueldade: vingança. Três adolescentes e Holly Lee tiveram envolvimento no caso. Os menores foram apreendidos, mas já estão soltos.
Dudu foi espancado até a morte, na casa do ex-padrasto. Em seguida, os autores levaram o garoto para um matagal e o enterraram. Dias depois o corpo foi desenterrado, partido em 700 pequenos fragmentos com golpes de machado, queimado e enterrado de novo.
O mentor do homicídio, José Aparecido, o “Cido”, foi condenado no dia 1º de abril deste ano a 26 anos de prisão, em regime fechado. Ele cumpre pena no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima.
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