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Rio faz operação e ataca ramificações do narcotráfico em MS

Rio faz operação e ataca ramificações do narcotráfico em MS

Redação

20/08/2010 - 05h30
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karine cortez

Duas pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul, suspeitas de fornecer drogas para abastecimento de organizações criminosas das favela do Jacarezinho e Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. A quadrilha também atendia traficantes de São Paulo. O apicultor Ludwig Max Pocker e o taxista José Ricardo dos Reis Ferreira, foram presos em Ponta Porã, na tarde de quarta-feira, durante a Operação Sem Fronteiras, executada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em conjunto com a Polícia Civil de Ponta Porã, São Paulo e Distrito Federal. Os dois, que foram imediatamente transferidos para o Rio, são apontados como responsáveis pela preparação e transporte da droga.
Atendendo requerimento da Polícia Civill do Rio, que centraliza todas as investigações, a 33ª Vara Criminal daquela comarca expediu três mandados de prisão que deveriam ser cumpridos no Estado, mas o terceiro suspeito, Thiago Oliveira Vaz, já está preso por tráfico de drogas no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Por conta dessa condição do acusado, ele não pode ser encaminhado ao Rio de Janeiro junto com os demais, sem autorização prévia da Justiça de Mato Grosso do Sul.
O delegado regional da Polícia Civil em Ponta Porã, Claudineis Galinari, informou que no início do ano a Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou apoio no intuito de localizarem o paradeiro dos suspeitos. “Atuamos numa cooperação permanente, colaborando com a execução das prisões. A investigação é deles e toda a operação foi desencadeada pela equipe de Polícia Civil do Rio de Janeiro”, explicou o delegado de Ponta Porã.
O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, explicou que a coordenação no Estado ficou com a 2ª Delegacia de Ponta Porã, pelo fato de fazer fronteira com o Paraguai. Ele não descartou a possibilidade de acontecerem novas prisões. “Quando chegamos a alguns traficantes eles acabam entregando outras pessoas”, disse.

Investigações
As investigações tiveram início quando agentes da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Rio apreenderam uma agenda com anotações financeiras sobre o tráfico na comunidade de Manguinhos, Zona Norte do Rio. Segundo o delegado-assistente Felipe Curi, a agenda continha informações do tráfico desde 2009 e apontava uma movimentação financeira de cerca de R$16 milhões somente naquela localidade.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro Ludwig e José Ricardo compravam as drogas no Paraguai que chegava ao Brasil passando pelo município de Ponta Porã e entregavam ao traficantes do Rio.

Outras prisões
Em  Brasília (DF), os agentes prenderam Daniel Vieira Dias e Estevão Vieira Dias. Já em São Paulo Foram presos Luciano Sacramento dos Santos e Raphael Antunes de Souza. Luciano é apontado pela polícia como responsável pela compra dos carros que seriam utilizados para a distribuição dos entorpecentes em comunidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os irmãos e sócios, Daniel e Estevão, tinham uma empresa de construção civil, em Brasília, que servia de fachada para lavagem de dinheiro do tráfico.
Raphael, por sua vez, era o mandante de todo a ação e o grande fornecedor de drogas para as facções criminosas.
Segundo o diretor do Departamento-Geral de Polícia do Rio de Janeiro, Ronaldo Oliveira, através do material apreendido durante a ação será possível saber informações de ligações do tráfico com outros estados.

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