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Hong Kong confirma a morte de oito pessoas em sequestro nas Filipinas

Hong Kong confirma a morte de oito pessoas em sequestro nas Filipinas

Redação

23/08/2010 - 12h44
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                O líder do Executivo de Hong Kong, Donald Tsang, disse que sete residentes da região administrativa chinesa foram mortos nesta segunda-feira (23) após um homem armado fazer reféns em um ônibus de turismo da capital filipina. O homem que sequestrou os turistas também morreu, totalizando 8 vítimas do incidente.

                A informação foi confirmada a ele pelo Ministério das Relações exteriores da China, disse Tsang, confirmando que sete dos residentes de Hong Kong reféns haviam sido mortos, dois ficaram gravemente feridos e que mais seis permanecem internados.

                Tsang disse que o incidente foi uma "tragédia de grandes proporções", e expressou decepção com o manejo do incidente por parte das autoridades filipinas. "A forma como ele foi tratado, em especial o resultado, acho que é decepcionante", disse Tsang.

                As imagens da TV local mostraram o momento em que a polícia invadiu o ônibus e era possível ver alguns reféns deixando o veículo com vida. Segundo a agência France Presse, um médico relatou que cinco dos turistas de Hong Kong morreram.

                O atirador, identificado como um ex-capitão da polícia Rolando Mendoza, havia parado o ônibus, que inicialmente havia 25 pessoas a bordo, em uma estrada larga no maior parque de Manila. ele negociou por horas, libertou alguns dos reféns, mas acabou morto em uma troca de tiros com equipes da polícia.

                "O seqüestrador foi morto", disse o Coronel Nelson Yabut. "Em nosso primeiro ataque, o capitão Mendoza estava no meio do corredor e disparou contra um dos nossos agentes. Em nosso segundo ataque, ele foi morto."

                Reféns foram libertados do após uma equipe especial da polícia de Manila ter entrado no veículo onde o ex-policial mantinha 15 pessoas presas.

                Mendoza, de 55 anos, estava armado com um fuzil automático M-16 e outras armas de menor porte. Mendoza disse, em uma nota, que "algo grande" iria ocorrer após as 15 horas (4 horas em Brasília), mas o horário passou sem outros incidentes.

                 

                Ameaças de morte
                Mendoza havia ameaçado matar os reféns em uma entrevista por telefone ao vivo, a uma estação de rádio local. "Eu posso ver que há muitas equipes SWAT chegando, eles estão por toda parte", disse Mendoza. "Eu sei que eles vão me matar, eu estou dizendo para eles saírem porque a qualquer momento vou fazer o mesmo aqui."

                Na maior parte do dia, o atirador tinha aparecido para a negociação com a polícia calmamente e nove reféns, seis de Hong Kong e três filipinos, a maioria mulheres e crianças, foram liberados em etapas.

                Mendoza havia pedido comida para os que permaneceram no ônibus, e a polícia aceitou o pedido. ele havia pedido ainda combustível para manter o ar condicionado curso durante o calor.

                Um irmão de Mendoza, Gregorio, disse a uma emissora de TV local que seu irmão estava chateado com sua demissão da polícia. A mídia local disse que ele tinha sido demitido por extorsão e, devido à sua demissão, ele havia perdido os benefícios de sua aposentadoria.
                
                "Seu problema foi que ele foi injustamente retirado de serviço. Não houve o devido processo, sem audiência, nenhuma queixa", disse Gregório, que mais tarde foi levado sob custódia pela polícia.
                 

                * Com informações da Reuters e AFP
                

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