Cidades
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Em reunião, Lula promete a índios acelerar demarcações
Em reunião, Lula promete a índios acelerar demarcações
Em reunião com indígenas, ontem, em Dourados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu acelerar os estudos para demarcação das terras. A informação é do líder indígena Anastácio Peralta, membro da Comissão Nacional de Política Indigenista, que participou do encontro. Peralta afirmou que o presidente pretende resolver pelo menos parte dos problemas causados pela falta de terras, durante seus últimos quatro meses de mandato.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou liminar e liberou os estudos, que serão feitos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), nas áreas no Estado. Além desse pedido, que consta em documento entregue ao presidente, eles reivindicaram melhorias nas aldeias, principalmente na área de agricultura. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) ingressou, ontem, com um recurso no mesmo tribunal para tentar reverter a primeira decisão.
Os índios, representantes de 16 comunidades de Dourados e região, reuniram-se com o presidente em uma sala vip montada na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), aos fundos do palco. Os estudos das demarcações abrangem 39 áreas em 26 municípios do Estado para reconhecimento das terras indígenas.
Anastácio Peralta entregou um cocar de presente ao presidente. Também participou do encontro a professora Valdelíce Veron, filha do cacique Marcos Veron, assassinado em janeiro de 2003, constando como acusados seguranças de fazendeiros no município de Juti, a mando do dono da propriedade que eles haviam ocupado naquela oportunidade. O encontro não teve a presença da imprensa, que apenas foi liberada para fazer imagens durante poucos minutos.
Universidade
Outro detalhe da visita de Lula foi o fato de ele ter lembrado “momento negro” na UFGD, em Dourados, e que, segundo ele, foi motivo para todos os investimentos que estão acontecendo agora. O presidente disse que em sua primeira visita a Dourados uma estudante de Medicina lhe fez um apelo direto para melhorar as condições da universidade. O presidente lembrou que a jovem estava desesperada, mesmo porque naquele período o curso enfrentava uma greve por falta de estrutura e professores.
Lula, durante seu discurso ontem, contou que ficou comovido com história da moça e decidiu se empenhar pela UFGD. “Eu nem sei se essa moça está por aqui ou não, até gostaria de reencontrá-la”, disse o presidente, acreditando que essa pessoa certamente hoje possa estar formada e exercendo a profissão.
Destacando a escolaridade dentro da UGFD, o presidente mencionou que “conseguimos estreitar a relação com a educação, porque antes, os ministros não se reuniam com reitores de universidades federais, eu não sei que doença pegajosa que eles tinham”.
Em cerimônia simultânea, transmitida por videoconferência, Lula inaugurou o campus da UFGD, em Dourados, e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Ponta Porã.
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