Cidades

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Falta de vagas em unidades aumentou drama

Falta de vagas em unidades aumentou drama

Redação

26/08/2010 - 20h57
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O drama depois da cirurgia do menino Gustavo Vicente foi ainda maior durante a transferência para outros hospitais por conta da falta de vagas. Quando a mãe Rosimar Vicente chegou com o filho na ambulância a Dourados, foi informada de que não havia Centro de Terapia Intensiva (CTI) pediátrico. “Ficamos mais de uma hora na frente do hospital esperando uma vaga na Santa Casa de Campo Grande, onde meu filho deu entrada às 3h. Mas, no trajeto, ele sofreu três paradas cardíacas”, relatou.
Na Capital, o garoto ficou internado durante dois meses, sendo um mês no CTI e mais um no semi-intensivo. “Os médicos de Campo Grande me falaram que quem deveria explicar o que aconteceu com meu filho são os médicos de Amambai e que eles pegaram apenas a consequência do caso”.
“Perguntei à anestesista (Dra. Janice) o que poderia ter acontecido com meu filho e ela disse apenas que era um mistério. Mas uma médica neurologista de Campo Grande me disse que meu filho teve problema com a anestesia, depois de ser sedado. Três meses depois da cirurgia eu levei meu filho ao Centro de Anestesia, foi feito o risco cirúrgico e ficou comprovado que ele não tem problema nenhum com anestésico. O que houve, de fato, foi descuido”, afirma.
Ela disse que recebeu no quarto do Hospital Regional de Amambai a visita de representantes do Conselho Municipal de Saúde, que solicitaram relatório sobre o atendimento. “Isso já faz uns quatro meses e quando o presidente do Conselho nos visitou, foi só sair do quarto que começaram as ligações para ele, questionando quem o havia chamado e o que ele queria indo visitar o meu filho”. (EJA)

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