A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) mostra recuperação nos primeiros negócios desta terça-feira. O investidor tem pela frente alguns dos eventos mais importantes da agenda econômica desta semana, com destaque para o relato (ata) do banco central americano sobre a economia local.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, avança 0,66%, aos 64.684 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em queda de 2,02%.
O dólar comercial é vendido por R$ 1,758, em um declínio de 0,11%. A taxa de risco-país marca 230 pontos, número 0,43% acima da pontuação anterior.
As principais Bolsas asiáticas fecharam com forte queda, em meio a receios sobre a evolução da economia americana. Em Tóquio, o índice de ações Nikkei recuou 3,55%, enquanto o índice Hang Seng, do mercado de Hong Kong, perdeu 0,97%. Na Europa, a Bolsa de Londres cai 0,95% enquanto a Bolsa de Paris cede 1%.
Entre as primeiras notícias do dia, a agência de estatísticas Eurostat reportou uma desaceleração dos índices de preços entre julho e agosto, em linha com as previsões do mercado. A taxa do desemprego permaneceu em 10% em julho, perto do patamar máximo em 12 anos.
Nos EUA, a pesquisa S&P/Case-Shiller mostrou que os preços dos imóveis nas principais regiões metropolitanas do país subiram 4,4% no segundo trimestre, após uma queda de 2,8% nos primeiros três meses do ano.
O mercado aguarda para as próximas horas a sondagem do instituto Conference Board sobre a confiança do consumidor americano, e principalmente, a ata do Federal Reserve (banco central dos EUA).
O Copom (Comitê de Política Monetária) inicia hoje a reunião de dois dias para determinar a nova taxa básica de juros do país, atualmente em 10,75%. Boa parte dos economistas do setor financeiro espera a manutenção dos juros, mas uma parcela ainda não descarta as possibilidades de um ajuste para 11,25%.