Cidades

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Minério de ferro e soja impulsionam aceleração do IGP-M em agosto

Minério de ferro e soja impulsionam aceleração do IGP-M em agosto

Redação

30/08/2010 - 20h15
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      preço de duas matérias-primas teve influência decisiva na aceleração do Índice Geral de Preços ? Mercado (IGP-M) em agosto. Base para o reajuste dos aluguéis de imóveis, o índice subiu 0,77% em agosto ante 0,15% registrado em julho devido, principalmente, ao aumento nos preços da soja e do minério de ferro.
        
        Segundo o coordenador do IGP-M e economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros, os dois produtos subiram mais de 10% em agosto. Colaboraram, juntos, com cerca de 0,64 ponto percentual dos 0,77% do índice no mês.
        
        Quadros explicou que a alta do minério de ferro foi causada pelo reajuste trimestral do insumo. O item subiu 15,08% em agosto e, sozinho, contribuiu com 0,42% ponto no IGP-M.?O reajuste de agosto corresponde a alta acumulada em três meses?, disse. ?O minério foi o maior responsável pela aceleração do índice, mas não vai contribuir por dois meses.?
        
        Já a soja, disse o economista, subiu 10,55% no mês. Com a alta, o item contribuiu com 0,22 ponto percentual do total do IGP-M. ?A soja subiu, primeiro, porque o Brasil está em uma entressafra?, afirmou o economista. ?Segundo, porque ameaças de seca no Hemisfério Norte aumentaram o preço do produto globalmente.?
        
        Segundo Salomão Quadros, a soja é só mais um dos produtos agrícolas que subiram em agosto. O preço do milho, dos produtos bovinos, do frango também aumentaram, seguindo uma tendência que deve trazer impactos no preço de produtos voltados ao consumidor final. ?O preço é estabelecido em uma cadeia?, disse. ?O impacto dos produtos mais básicos deve ser sentido no futuro.?
        
        Neste mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõem o IGP-M, recuou 0,27%. Em julho, já havia diminuído 0,17%. Em junho, também caiu. "Foram três índices negativos seguidos. Não víamos isso desde 1998."
        
        Para o economista da FGV, em função dos últimos recuos será fácil para o governo federal e o Banco Central manterem a inflação do país dentro da meta de 4,5% ao ano, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. "O governo leva em conta a inflação nos produtos vendidos ao consumidor final", disse. "Os últimos resultados facilitam", completou.

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