Diplomatas que acompanham o processo de identificação afirmam que o ideal é que os parentes dêem informações sobre a vítima, como por exemplo, manchas, pintas, cicatrizes e outras características pessoais. Paralelamente serão feitos exames de DNA nos corpos que ainda não foram identificados.
Até o momento, apenas 31 corpos foram identificados, sendo que um deles é do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos. Fernandes e Santos deixaram Minas Gerais juntos rumo ao México e depois planejavam seguir para os Estados Unidos, segundo seus parentes.
Dos 31 corpos já identificados, 14 são de hondurenhos, 12 de salvadorenhos e quatro da guatemaltecos, além de um brasileiro. O equatoriano Freddy Lala, que sobreviveu à chacina, afirmou que os 58 homens e as 14 mulheres foram sequestrados pelos criminosos e mortos a tiros porque se recusaram a trabalhar para eles.
Os corpos das vítimas foram localizados em uma fazenda em Reynosa, próxima à cidade de San Fernando, no estado de Tamaulipas, na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Todas as vítimas estavam com bocas amordaçadas, mãos e pés amarrados, e olhos vendados. As vítimas foram colocadas de costas para as paredes e fuzilados.