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Brasil puxa avanço do Mercosul no mercado global

Brasil puxa avanço do Mercosul no mercado global

Redação

03/09/2010 - 03h30
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O Brasil tem sido o grande motor por trás dos avanços do Mercosul no comércio global neste ano, informou nesta quinta-feira a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), na divulgação do Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2009-2010.

Embora todos os países do bloco tenham tido avanços nas suas exportações neste ano, em relação ao ano passado, a força do Brasil tem sido uma das principais justificativas para esse avanço. "O Brasil arrasta as economias do Mercosul", afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Para este ano, a Cepal projeta que o bloco econômico irá registrar alta de 23,4% nas exportações e de 29,2% nas importações. De um modo geral, América Latina e Caribe, nos últimos dez anos, tiveram taxas de crescimento médio anual de exportações abaixo do registrado no mundo todo, tanto em volume exportado quanto em valor.

"Esses números mostram a perda de dinamismo de exportações da América Latina e Caribe, bastante impactadas pela participação da China no comércio mundial", explicou Alicia. Entretanto, se a região ficou abaixo, o Mercosul teve taxas acima da média mundial, e o principal responsável foi o Brasil.

Para a Cepal, o papel do Brasil se explica pela maior diversificação da pauta de exportações do país, apesar de ele também vir reproduzindo, nos últimos anos, o panorama das outras nações de América Latina e Caribe: uma "reprimarização" do padrão exportador.

Esse fenômeno ocorre porque o peso das exportações de matérias-primas aumenta na balança comercial, reduzindo a participação das exportações de produtos manufaturados com maior valor agregado e tecnologia. A China novamente é a principal responsável por essa dinâmica, por vender muitos produtos manufaturados mais baratos e ser um grande comprador de matérias-primas.

Ainda segundo Alicia, o forte dinamismo do Brasil ainda é bom para o Mercosul porque ajudou a fortalecer as negociações internas entre os países. Segundo a Cepal, o bloco foi a exceção na América Latina e Caribe entre ao aproveitar de forma adequada o comércio intrarregional.

A Cepal ainda apontou que o comércio Sul-Sul (entre as nações em desenvolvimento) deverá seguir crescendo nos próximos anos e que há uma necessidade maior de cooperação entre as nações, como a coordenação global para a retirada gradual de programas de estímulo.

Para as nações do Caribe e da América Latina, a entidade afirma que há uma necessidade de incorporação de maior valor agregado às exportações, por intermédio de programas de desenvolvimento de inovação nas indústrias, além de melhoras e logística e infraestrutura. A Cepal defende ainda o fortalecimento das micro e pequenas empresas, além de programas para o aprimoramento da mão de obra.

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