EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ
Policiais brasileiros iniciaram ontem, na região de fronteira do Paraguai com o sul de Mato Grosso do Sul, uma nova força-tarefa, denominada “Operação Aliança VI”. O objetivo da mobilização é erradicar plantações de maconha. Os trabalhos unem novamente agentes da Polícia Federal do Brasil e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai. Segundo as informações, os policiais farão incursões no meio de reservas florestais da região, áreas utilizadas pelos traficantes para a produção de drogas.
De acordo com as informações do promotor de Justiça Miguel Angel Rojas, que acompanha a operação policial, os trabalhos começaram ontem às 7h, momento em que as equipes policiais se deslocaram de helicópteros até algumas localidades no Departamento de Canindeyú, imediações do município de Ypehú, que faz divisa com a cidade de Paranhos, em Mato Grosso do Sul. Também foram identificados plantios de maconha em Vila Iguatemi e Itanará, no mesmo Estado.
Plantios
Um dos maiores plantios de maconha, segundo as autoridades, está concentrado em uma fazenda de dez mil hectares pertencente ao produtor rural Diogo Matheus Garcia, de 94 anos. O promotor Miguel Rojas explica que parte da área foi invadida por supostos campesinos (sem-terra), que estariam utilizando as terras que antes produziam soja e milho para plantar maconha.
De acordo com a Senad, as plantações de maconha na região de fronteira foram mapeadas com sobrevôos de helicóptero. A maioria dos plantios é feita em reservas de preservação ambiental. Os traficantes pagam trabalhadores para abrir clareiras e nesses locais fazem o cultivo da maconha, cuja planta convencional rende duas colheitas por ano. Já no sistema transgênico a planta fica pronta para colheita em apenas três meses, rendendo em média três toneladas por hectares.
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