Quais as semelhanças entre a arara-azul e o pequi?
Além do local onde podem ser encontrados, paira sobre ambos a ameaça da extinção.
Pequi, pinhão, mangaba, cagaita, palmito juçara. Com certeza você conhece ao menos um desses alimentos tipicamente brasileiros. Inclusive, é bem provável que algum deles tenha marcado o seu paladar, seja sozinho ou compondo receitas difíceis de esquecer. Acontece que o aquecimento global representa ameaça para estas e várias outras variedades de alimentos. O catálogo mundial “Arca do gosto” (www.slowfoodbrasil.com.br), referência nominal direta à Arca de Noé, identificou, localizou, descreveu e divulgou produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais. Desde o início da iniciativa em 1996, mais de 750 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca, todos ameaçados em função do aumento estimado da temperatura global. Na lista brasileira, 21 alimentos figuram como ameaçados. Veja alguns deles:
Mangaba: O fruto é elipsóide ou esférico, tipo baga, cor amarela ou esverdeada, com ou sem pigmentação vermelha. Conhecendo o fruto e fazendo dele uso, os indígenas chamavam-no mangaba, que significa “coisa boa de comer”. Além de apreciada in natura, a mangaba é muito utilizada na fabricação de sucos, sorvetes, geléias, doces em calda, compotas, licores e xaropes.
Nome científico: Hancornia speciosa
Pequi: Altamente calórico, além do sabor perfumado e único que faz com que seja usado como ingrediente e condimento no preparo de vários pratos, a polpa do pequi contém uma boa quantidade de óleo comestível (cerca de 60%) e é rico em vitamina A e proteínas. O arroz, o frango e o feijão cozidos com pequi são pratos fortes da culinária regional; o licor de pequi tem fama nacional.
Nome científico: Caryocar brasiliense
Pinhão: Usualmente, o pinhão é cozido em água para a utilização em inúmeras preparações, ou assado diretamente na chapa do fogão de lenha. As duas receitas mais tradicionais na qual se utiliza o pinhão são: paçoca de pinhão (pinhão cozido e moído, misturado com carne seca em um pilão) e entrevero (um cozido de verduras e carnes acompanhados de pinhão).
Nome científico: o pinhão é a semente da Araucária angustifolia
Palmito juçara: O Palmito Juçara é tradicionalmente comido cru com mel, pois não se usa sal ou açúcar na culinária Guarani. Também pode ser cozido, assado em fogueira ou frito. A maior parte do palmito é removida através de métodos não sustentáveis de extração, executados por palmiteiros que não são indígenas no Litoral Norte, Litoral Sul e Vale do Ribeira.
Nome científico: Eutherpes edulis
Aratu: Este crustáceo vive no mangue, em buracos na areia ou dentre os ramos da vegetação no Sergipe. os coletores de aratu na área de Santa Luzia do Itanhy percebem a redução da quantidade de aratu nos seus manguezais. De 2000 a 2004 a mortalidade de caranguejos na área, devido a um fungo, reduziu o número de caranguejos capturados diariamente de 180 para 20 por pessoa.
Nome científico: Goniopsis cruentata
Arroz vermelho: Na Paraíba, o arroz vermelho constitui um dos principais ingredientes da culinária regional, sendo portanto considerado um alimento especial nas casas das famílias e restaurantes do interior. Com uma área anualmente plantada em torno de 5 mil hectares, o Vale do Piancó constitui o verdadeiro refúgio do arroz vermelho no Brasil.
Nome científico: Oryza sativa
Umbu: Também conhecida como imbú, esta fruta é nativa do nordeste do Brasil e é típica da caatinga. Elas são colhidas manualmente e podem ser comidas cruas ou transformadas em conservas. Tradicionalmente elas são cozidas até que a casca se separe da polpa. Depois se escorre a calda, acrescenta-se açúcar de cana e o cozimento continua até que se forme uma gelatina (geléia).
Nome científico: Spondias tuberosa
Cidades
"Arca do gosto"
Nem só de animais são compostas as listas de extinção Brasil afora
Nem só de animais são compostas as listas de extinção Brasil afora
Nova Mobilidade
Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande
Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível
05/11/2026 17h46
Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande
Educação
Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS
Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026
05/11/2026 17h19
Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES