Em dois anos, o número de empresas no setor de confecções cresceu 128% em Mato Grosso do Sul. Passou de 276 estabelecimentos industriais em 2008, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), para 630 neste ano, conforme o Sindicato das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação (Sindvest-MS). O principal fator é a concessão dos incentivos fiscais.
A entidade afirma que, depois que o Governo do Estado lançou um programa de incentivos para atrair indústrias, em 2009, foram muitas as empresas que decidiram por Mato Grosso do Sul. Houve disparada no volume tanto de pequenas, como de grandes fábricas de confecção, principalmente, em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Paranaíba.
Atualmente, são cerca de 600 micro e pequenas indústrias de confecções e 30 de grande porte, que geram em torno de 12 mil empregos diretos. Há a previsão de instalação de mais seis, com a geração de duas mil vagas nos próximos 20 meses. O benefício fiscal concedido pelo Governo estadual é de alíquota zero de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) até o final de 2010.
Para o presidente do Sindvest/MS, José Francisco Veloso, a isenção tributária oferece facilidade na instalação e a produção de mercadorias com preço competitivo no mercado, que facilitam a venda para outros estados brasileiros e grandes redes de lojas. Graças aos incentivos, o Estado exporta 90% da produção do setor de confecções.
E uma renovação do benefício, feito pelo Governo em maio passado, prevê descontos no tributo até 2015. O valor será de 0,6% (desconto de 95%) de 2011 a 2015, e de 1,2% (desconto de 90%) a partir de 2015.
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