Phellipe Rodrigues Nunes de Carvalho, 24 anos, foi condenado a nove anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo envolvimento na morte de Miguel Alves Xavier da Costa, de dois anos, que ocorreu na noite de 4 de abril do ano passado, no Bairro Moreninha II, na Capital. A Justiça também o considerou culpado pela tentativa de homicídio praticada contra Jorge Luiz da Silva, na mesma ocasião em que vitimou a criança. O julgamento aconteceu ontem, durou quase 9 horas, e foi conduzido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos.
O réu atuou em companhia de Wesley Fabiano Dronov de Souza, que permaneceu foragido durante o andamento do processo e se apresentou nesta terça-feira. Os acusados seriam julgados na mesma data, mas o processo foi desmembrado e Wesley irá a júri em novembro.
Conforme investigação policial, o garoto foi baleado quando estava na Rua Ipamerim, em companhia da mãe Patrícia Alves Ribeiro dos Santos, esperando pelo pai nas proximidades de um ponto de mototáxi. O crime ocorreu por volta das 18h50min e a criança foi socorrida, mas morreu na Santa Casa.
Na ocasião, Phellipe conduzia uma motocicleta Falcon, que também era ocupada por Wesley, apontado como autor dos disparos. Os tiros eram para matar o desafeto Jorge Luiz, que foi atingido, mas resistiu aos ferimentos.
Falso depoimento
Durante julgamento, o promotor de Justiça Douglas Oldegardo alegou que Damares Martins Ferreira prestou falso testemunho para inocentar o réu. Ela disse que o acusado estava em sua casa, no Bairro Mata do Jacinto, no horário do crime. O promotor garantiu que ela poderia sair presa do plenário caso não se retratasse, já que o cruzamento de informações do celular de Phellipe provou que ele estava no Bairro Pioneira e não na casa de Damares. A testemunha então confessou que esteve com o réu somente depois das 20h. (VS)
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Réu condenado por morte na Moreninha
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