PAULO CRUZ, PARIS
Enquanto o Brasil se contenta com carros movidos a etanol, na Europa a vedete do momento são os carros elétricos e híbridos, aqueles que contam com dois motores, um movido a eletricidade e outro a gasolina. Pressionados pelas leis de emissões de poluentes, as montadoras tem investido muito nesses veículos, considerados mais “verdes”. A notícia ruim, para nós, é que esses modelos só devem chegar para valer ao Brasil nos próximos 5 anos.
Toda essa demora está focada no custo de produção e demanda de vendas. Os carros elétricos vendidos na Europa ainda estão na sua primeira geração e por isso ainda são caros. A partir do desenvolvimento de novas tecnologias, principalmente para aumentar a autonomia e diminuir o tempo de recarga das baterias, é que esse tipo de propulsão deve chegar a mercados como o brasileiro.
Carlos Ghosn, o todo poderoso da Renault, disse na coletiva de imprensa da montadora em Paris, que a aposta da marca está na eletricidade. O ZOE, ainda um carro-conceito, foi apresentado na mostra francesa e aponta o futuro dos carros elétricos. “Esse conceito é 90% igual ao que será a versão definitiva que lançaremos em 2010. Queremos carros elétricos mais baratos para que eles sejam atrativos em qualquer lugar do mundo”, afirmou Carlos Ghosn.