O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem que a China liberte o mais rápido possível o ativista de direitos humanos e dissidente Lu Xiaobo, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2010.
Obama disse nesta sexta-feira que a reforma política na China não acompanhou o grande progresso econômico do país, que tirou milhões de pessoas da pobreza.
O presidente americano ainda afirmou que Liu "sacrificou sua liberdade por suas crenças".
O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, disse que a decisão de conceder o Nobel da Paz ao dissidente chinês enviava uma mensagem forte a todos no mundo que lutam pela liberdade e pelos direitos humanos.
Outro ganhador do prêmio Nobel da Paz, o líder espiritual tibetano Dalai Lama, considerado subversivo pelo governo chinês, afirmou que o prêmio era o reconhecimento pela comunidade internacional das vozes da China que, estão cada vez mais pressionando por reformas políticas e constitucionais.
A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que o Nobel da Paz para Liu reconhece um "defensor dos direitos humanos muito proeminente".