Reportagem publicada na edição de ontem da revista IstoÉ traz detalhes da vida do ex-goleiro Bruno, acusado de ser o mandante do assassinato da estudante Eliza Samudio, na cadeia. Já no início da matéia, um detalhamento: Uma pequena tevê, um rádio e a "Bíblia" preenchem a rotina solitária do ex-jogador, que quase não fala e é vigiado constantemente para evitar que cometa suicídio
Conforme a reportagem, o ex-goleiro, acostumado a muitas mordomias, agora está em uma cela que me3de 2,5 m de largura por 4 m de comprimento. Dorme em uma cama de alvenaria na penitenciária Nelson Hungria, na cidade mineira de Conagem.
Bruno é vigiado 24 horas por dia por câmeras de segurança e a principal preocupação é que ele venha a tirar a própria vida.
Na última semana Bruno chegou a sair quatro vezes da unidade prisional para acompanhar o depoimento de testemunhas de acusação, mas passou mal por três vezes e chegou a ter uma convulsão. Bruno foi levado para o Pronto-Socorro João XXIII onde uma simples sinusite foi diagnosticada.
“Bastaram três meses para que o semblante irônico de antes desse lugar a uma expressão de desânimo. Tanto que dois funcionários foram destacados para vigiá-lo constantemente – e um dos motivos é evitar que Bruno cometa suicídio”, traz a reportagem.
Confira um trecho da matéria
“Como não tem se exercitado, o corpo atlético construído nos treinamentos pesados dos tempos de Flamengo deram lugar a olheiras e braços flácidos. Mas nada disso impressiona os parentes de Eliza. “Se ele está com problema de consciência, deveria ajudar a polícia a encontrar o corpo da minha filha”, diz Luiz Carlos Samudio, pai da moça. “Acho que isso aliviaria a situação dele.” A mãe de Eliza também já pediu publicamente para que o ex-atleta finalmente confessasse o que aconteceu com sua filha. Nenhum desses apelos fez efeito. Bruno comparece às audiências, mas permanece calado, não dá nenhuma pista sobre o caso. E assim, em silêncio, retorna para a pequena cela da Penitenciária Nelson Hungria. Quando volta dessas audiências, ele só é ouvido quando pede uma fruta ou um chocolate para um colega do COC. Logo depois que o pedido é atendido – os presos passam alimentos e objetos uns para os outros por meio de um barbante –, sua voz se apaga por horas a fio. Um silêncio torturante, principalmente para os amigos e familiares de Eliza.”