Prevista para entrar em funcionamento no fim de 2015, a Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, já está modificando a paisagem da região. Não apenas pelo canteiro de obras, que pode ser visto por quem passa pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), mas pelo movimento de milhares de trabalhadores que chegam de várias partes do estado.
Depois de ter participado, ainda como aprendiz, das obras de Angra 1 e posteriormente de Angra 2, Costa Mattos é responsável por um pequeno exército de trabalhadores especializados, comandando diretamente cerca de 250 técnicos e engenheiros, funcionários tanto da Eletronuclear quanto da empreiteira que está construindo a usina.
Além disso, Costa Mattos ressalta que a estrutura de uma usina nuclear tem que ser 100% confiável e à prova de falhas, além de ser projetada para resistir a terremotos e até tsunamis. A espessura média de suas paredes é de 2,8 metros, chegando a 3,4 metros, a fim de reduzir ao máximo o perigo de um vazamento nuclear em caso de acidente.
“A usina terá que resistir a um terremoto superior a 8 graus na escala Richter. Se isso acontecesse, toda a área do Rio de Janeiro seria derrubada e a única coisa que ficaria em pé seria a usina. Como está na beira do mar, ela também é projetada para resistir a uma onda maior que 8 metros, que provocaria um grande desastre na região costeira, mas não afetaria o seu funcionamento”, disse