Duas pessoas permaneciam internadas no hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, na tarde deste sábado, após o desabamento de um prédio, ocorrido no início da manhã na rua Laura de Araújo, no Estácio, centro do Rio. Ao todo, dez pessoas foram encaminhadas para a unidade.
Segundo informações do hospital, as duas pessoas que permaneciam internadas por volta das 14h10 eram uma criança, que não tem previsão de alta, e um homem, que aguardava a liberação da equipe neurológica. Apesar de permanecerem no local, os dois estavam bem, de acordo com a unidade.
Os bombeiros registraram ao todo, três mortes no desabamento e 15 pessoas feridas. Entre os mortos estão duas meninas com idades entre cinco e oito ano, de acordo com os bombeiros. Além delas, morreu também no local Yara Moreira Marques, 47.
As buscas continuam no local, com o auxílio de uma retroescavadeira e de cães farejadores. Mais cedo, moradores da região disseram aos bombeiros que, pelo menos, 30 pessoas moravam no prédio.
"Eu estava dormindo e achei que fosse incêndio por causa da poeira. Eu achei que fosse fumaça", afirmou o operador de máquina Márcio Aragão santos, 31, que mora ao lado do prédio que desabou. "A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. Via aquela poeira toda e fiquei imaginando como deve ser sido o 11 de setembro. Uma coisa horrível".
"São casa antigas e com conservação ruim. Eles deixam as pessoas morarem e acaba acontecendo uma tragédia dessa", afirmou a madrasta de duas crianças que moravam no prédio. Por volta das 14h, ela estava no hospital, de onde o enteado de três anos recebia alta. A enteada, de oito anos, morreu no desabamento.
A madrasta das crianças não morava no prédio, mas afirmou que uma obra próxima estava "estremecendo" o prédio havia cerca de um mês.
O secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Cortes, informou no início da tarde que imóveis ao redor do prédio serão interditados e seus moradores, retirados do local. Ainda de acordo com o secretário, os prédios serão periciados para que se determine se há risco de novos desabamentos.
Segundo ele, a Defesa Civil ainda está fazendo um levantamento para saber se já havia sido detectado algum problema no prédio que desabou. O comandante-geral do Corpo de Bombeiro, Pedro Machado, afirmou na manhã de hoje que um vazamento de gás pode ter causado uma explosão, derrubando o prédio.