O promotor de justiça Celso Marin confirmou, ontem, que o cadáver carbonizado encontrado no meio de pneus queimados, no lixão de Pedro Juan Caballero, foi confirmado como sendo do fazendeiro Carlos Paredes, que tinha sido sequestrado no mês de setembro passado, em Ponta Porã. A Polícia Nacional do Paraguai trabalha agora para esclarecer as circunstâncias em que aconteceu o crime.
Ainda conforme o promotor de Justiça, o corpo de Paredes foi localizado no meio de pneus queimados no lixão de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na divisa com Ponta Porã. Como estava irreconhecível, o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Assunção, onde foi submetido ao exame de DNA.
Ontem, o promotor disse que os exames confirmaram que o corpo era do fazendeiro paraguaio, sequestrado no momento em que estava com um empregado no lado brasileiro da fronteira. Agora os investigadores da Polícia Nacional trabalham para esclarecer o crime.
Carlos Alberto Paredes e seu funcionário Aguedo Aquino saíram para fazer compras no dia 13 de setembro em uma loja de materiais de construção. No trajeto foram sequestrados e não mais vistos pelos familiares. O carro em que eles estavam, um Toyota Corolla, foi abandonado e encontrado pela Polícia Militar em Ponta Porã. Os corpos foram localizados no dia 17 do mesmo mês em Pedro Juan Caballero, mas Aquino foi reconhecido pelos familiares.
Paredes era uma pessoa muito conhecida na fronteira e, conforme as autoridades paraguaias, ele já respondeu pela prática de crime de tráfico de drogas na região. Uma das hipóteses levantadas para a execução é a de que poderia ter sido vítima de acerto de contas com criminosos que atuam na região.