Cidades

ALCINÓPOLIS

Prefeitura está fechada desde a morte de vereador

Prefeitura está fechada desde a morte de vereador

Redação

02/11/2010 - 02h20
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A Prefeitura de Alcinópolis está fechada desde a última terça-feira, quando o presidente da Câmara daquele município, vereador Carlos Carneiro (PDT), de 40 anos, foi morto em Campo Grande. Na ocasião, o prefeito Manuel Nunes da Silva (PR) decretou luto oficial de três dias e, por recomendação do delegado Camilo Kettenhuber, deixou a cidade depois de ser acusado por familiares da vítima e sofrer ameaças em meio à comoção social que sucedeu ao homicídio. O administrador municipal voltou a Alcinópolis no último sábado, mas não retomou suas atividades. O pagamento dos funcionários, que estava programado para ser liberado antecipadamente, por exemplo, só será creditado nesta quarta em razão do feriado prolongado.

Já o vice-prefeito Alcino Carneiro (PDT), pai do vereador assassinado, alegou que sempre foi impedido de participar da administração municipal e agora não tem coragem de entrar na prefeitura. "A prefeitura está fechada desde o dia que aconteceu o crime. Eu não fui ver se tem gente trabalhando lá dentro", explicou o vice-prefeito, garantindo que Manuel Nunes nunca o deixou atuar na administração. "Eu ajudei o prefeito a ganhar a eleição e era para ele dar a Secretaria de Obras para o PDT assumir, mas ficou para ele mesmo. Ele falou que não ia dar nenhuma sala e que eu não participaria", afirmou o pai do vereador.

De acordo com Alcino, o prefeito "encrencou" porque não queria que Carlos Carneiro assumisse a presidência da Câmara Municipal porque ele havia indicado outro vereador para o cargo. "Depois que meu filho ganhou, o prefeito não quis mais diálogo e ficou um clima ruim", descreveu.

Café
"Desde que assumi como vice-prefeito fui convidado para tomar café duas vezes na prefeitura. Uma vez na visita do governador e outra na visita de alguns deputados. Eu não tenho direito a nada. Se tiver uma estrada para arrumar e eu pedir, o prefeito não arruma porque eu pedi", garantiu Alcino, afirmando que não acusa Manuel Nunes de ter matado seu filho, mas acredita que a Justiça de Mato Grosso do Sul esclarecerá este crime. "Meu filho morreu injustamente. Foi uma barbaridade o que fizeram. Ele era honesto, até conseguiu economizar na Câmara e foi perseguido porque estava crescendo na política", desabafou.

O prefeito Manuel Nunes foi procurado para falar sobre o caso, mas não atendeu as ligações da reportagem.

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