A New York Times Company, dona do jornal de mesmo nome, levantou US$ 225 milhões com a venda de títulos para abater suas dívidas, entre as quais a com o bilionário Carlos Slim.
É a primeira vez que o grupo de mídia emite títulos da dívida desde janeiro do ano passado, quando pegou emprestado US$ 250 milhões com as empresas de Slim.
A ideia é refinanciar ou antecipar o pagamento da dívida com Slim, que vence em 2015, já que os juros dela são altos: 14%. Na época da negociação, a crise global vivia fase mais aguda e era difícil conseguir crédito pelos meios tradicionais. Em outubro, o grupo disse que pretende pagar o empresário mexicano até 2012.
Em setembro, o grupo jornalístico americano indicou que prevê uma nova queda de seu volume de negócios durante o trimestre que termina, já que os rendimentos de sua edição online não conseguirão compensar a redução das rendas da edição em papel.
NEGÓCIOS
A empresa, que possui, entre outros, o jornal nova-iorquino de mesmo nome e o "Boston Globe", prevê um volume de negócios em queda de 2% a 3% por causa da queda de 5% das rendas publicitárias de sua edição em papel, que não será compensada pelo aumento de 14% das rendas publicitárias provenientes da edição eletrônica.
Também espera-se que as vendas do jornal caiam 5% durante o período julho-setembro.
Em julho, o jornal divulgou um leve aumento do faturamento trimestral, devido ao aumento de dois dígitos na publicidade digital, que ajudou a compensar a queda persistente na publicidade impressa.
Com isso, a internet passou a representar 26% da receita total do grupo. Isso não impediu a redução do lucro líquido da empresa de 21 % em relação ao mesmo período do ano passado, quando a cifra chegou a US$ 39 milhões.
No semestre, enquanto as vendas de jornal impresso subiram 3,3%, com entrada de US$ 471,7 milhões, as receitas com publicidade nas mídias impressas acumularam queda de 3,2%, para um total de US$ 627,5 milhões