Deve sair em 40 dias o resultado do inquérito policial instaurado para investigar de onde partiu o disparo que acabou atingindo um agente penitenciário durante tentativa de fuga ocorrida na madrugada de ontem. Segundo informações do assessor de comunicação da Polícia Militar, tenente-coronel, Nelson Antônio da Silva, “a maior probabilidade é que o tiro tenha saído da arma de um PM”. Apesar dessa afirmação ele lembra que existem outras hipóteses sendo investigadas. O prazo para o término do inquérito policial pode ser prorrogado por mais vinte dias.
De acordo com ele, as armas dos policiais foram todas recolhidas e serão submetidas a perícia. O agente baleado, Lúcio de Oliveira Santos, também será submetido a exame de corpo de delito e vários aspectos da trajetória do tiro serão analisados.
Ele foi levado para a Santa Casa de Campo Grande onde, segundo informações da assessoria de comunicação da unidade hospitalar, passaria por uma cirurgia. Santos não esperou pelo procedimento e procurou por outro hospital. O tirou transfixou a cocha direita do agente, que passou apenas por procedimento para a higiene e curativo do local. Na ficha médica do agente consta que ele evadiu do local mas não quis informar onde foi atendido. Ele já está em casa e passa bem.
O Caso
O agente Santos foi baleado durante contenção de tentativa de fuga no Presídio de Segurança Máxima, na madrugada desta quarta-feira quando os detentos Jean Paulo de Araujo, 21 anos e Edilson de Oliveira Carvalho, 47 anos. Participaram da contenção agentes penitenciários e policiais que fazem a guarda da muralha do presídio. Os internos estavam desarmados no momento do incidente.
Segundo informou o Coronel Nelson ao Correio do Estado após serrar as grades da cela 8 do pavilhão 2, os internos jogaram uma corda feita com lençóis para pular o muro que dá acesso à quadra na intenção de chegar até a muralha que cerca a unidade. Eles abriram um buraco no alambrado e quando iriam para a quadra foram surpreendidos por um policial que avistou o preso e deu um tiro para cima como alerta para acionar os demais policiais.