Cidades

CRIME

Mandante da morte de vereador ainda livre em Alcinópolis

Mandante da morte de vereador ainda livre em Alcinópolis

Redação

06/11/2010 - 00h00
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Sob sigilo, a Polícia Civil fechou o inquérito que apura o assassinato do presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, vereador Carlos Antônio Carneiro (PDT), e calou-se sobre o mandante do crime. Apesar de ter efetuado a prisão dos supostos executores e do responsável pela contratação dos mesmos, a delegada responsável pela investigação, Roseman Geise Rodrigues de Paula, ainda não descobriu quem foi o mandante do assassinato.

Em relatório encaminhado para a Justiça a delegada apenas comunica a prisão de Irineu Maciel, de 37 anos, que desferiu três tiros à queima roupa contra Carlos, o pedreiro Aparecido Souza Fernandes, 34 anos, que levou Irineu de moto até o local do crime, e Valdemir Valsan apontado como responsável por contratar os outros dois. A assessoria de imprensa do juiz Aluísio Pereira dos Santos, da 2ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida, informou que ele recebeu ontem o parecer do Ministério Público Estadual e que deve homologar as prisões.

O crime aconteceu no último dia 26, em Campo Grande. No momento da prisão em flagrante, Irineu disse que receberia R$ 20 mil pelo serviço. O assessor de comunicação da Polícia Civil, delegado Jefferson Nereu Luppe, havia dito que ao encaminhar o inquérito para a Justiça seria convocada coletiva de imprensa para dar conhecimento à sociedade sobre as investigações, mas isso não aconteceu. O caso continuará sendo investigado por meio de autos complementares.

O pai do vereador assassinado, Alcino Fernandes Carneiro (PDT), que também é vice-prefeito de Alcinópolis, disse ontem ao Correio do Estado que acredita no trabalho da polícia e acha que até o final da próxima semana haverá resultados concretos nas investigações. "Acho que a polícia está sendo cautelosa ao falar para trabalhar bem. Confio na Justiça de nosso Estado", disse. 

Encomenda
O vereador Carlos Carneiro foi assassinado na manhã de 26 de outubro, com três tiros, que atingiram rosto, tórax e abdômen. O crime ocorreu na Rua Guia Lopes, região central de Campo Grande, ao lado do Hotel Vale Verde. Os pistoleiros Aparecido e Irineu foram presos em flagrante pelos investigadores da Delegacia Geral da Polícia Civil, Adilson Costa e Eduardo Alen, que passavam pelo local na hora dos disparos. Para a polícia os acusados revelaram que o crime foi encomendado e que receberiam R$ 20 mil para matar o presidente da Câmara Municipal.

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