A tentativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de inibir a prática das chamadas doações ocultas nas eleições deste ano fracassou. Não é possível saber a origem exata de R$ 179 milhões dos R$ 801 milhões que abasteceram as campanhas, revelam as prestações de contas de todos os 567 congressistas eleitos.
Isso aconteceu porque, em vez de serem destinados diretamente aos candidatos, os recursos foram doados aos partidos políticos, que os repassaram.
Com isso, na prestação de contas do candidato são os diretórios partidários que aparecem como responsáveis pela doação -- e não as empresas que efetivamente fizeram as contribuições.
Apesar de não ser ilegal, a manobra permite que empresas doem a candidatos sem ter o nome associado diretamente a eles.