Expedição liderada pelo superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso do Sul (Ibama-MS), David Lourenço e mais três técnicos da instituição, teve início hoje. O objetivo é coibir a pesca predatória, verificar as condições de navegabilidade da hidrovia Paraguai-Paraná e vistoriar as instalações de embarque dos portos existentes ao longo desse caminho que servem de escoadouros da produção de minério de ferro das mineradoras instaladas em Corumbá.
A expedição prossegue até sexta-feira e vai percorrer de barco trechos de águas internacionais que têm apresentado conflitos na área de pesca.
Esses conflitos de pesca ocorrem na região da Bahia Negra e no trecho do Estirão da Ilha Verde. Esses trechos envolvem fronteiras comuns entre o Estado de Mato Grosso do Sul o Paraguai e a Bolívia.
A expedição fluvial tem o nome de Operação Piracema. A lancha com a equipe do Ibama MS saiu hoje cedo do ancoradouro da Ponte do Rio Paraguai em Porto Morrinho e vai navegar em águas brasileiras numa distancia de 94 Km até a localidade do Estirão da Ilha Verde onde se dá início à navegação em águas internacionais com a Bolívia. Este trecho compreende uma distancia de aproximadamente 67 km.
Após este trecho, a equipe do Ibama MS recomeça a navegação em águas internacionais, nesse caso do Brasil/Paraguai, indo até a cidade de Porto Murtinho/MS numa distância de mais 253 Km de navegação até o destino final da missão, na região de Porto Sastre ou Ingazeiro no sul do Mato Grosso do Sul, que fica no município de Porto Murtinho.
Além da pesca predatória que motiva a missão da equipe do Ibama, a expedição servirá para os técnicos analisarem os casos de caça predatória que também vêm ocorrendo na região da Baía Negra.
Outra questão fundamental, segundo o superintendente David Lourenço é a vistoria das condições da hidrovia e dos embarques de minério de ferro nos portos existentes nesse percurso. Essa viagem vai garantir subsídios à Instituição para a análise dos pedidos de ampliação das instalações e da produção de minério de ferro do complexo minero-siderúrgico existente no município de Corumbá, que se localizam no Maciço de Urucum.
"Caberá ao Núcleo de Licenciamento do Ibama em Mato Grosso do Sul avaliar os riscos e as condições ambientais em que vai se dar a ampliação da produção do complexo de minério de ferro instalado em Corumbá” afirmou o superintendente.