Médicos e entidades da área da saúde de Campo Grande lançaram campanha ontem na Capital, pedindo mais qualidade na jornada de trabalho e o fim da violência contra profissionais do setor, praticada em postos de saúde e hospitais. Somente de janeiro a setembro deste ano, conforme estudo apresentado pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed/MS), foram registrados 345 casos de agressão a médicos e trabalhadores de enfermagem nestes locais. O resultado do levantamento, juntamente com propostas de melhoria do sistema público de saúde e abaixo-assinado com cerca de 1.500 assinaturas de profissionais e pacientes, foi protocolado ontem à tarde na Prefeitura de Campo Grande e deve ser entregue também ao Ministério Público, Justiça do Trabalho, Governo do Estado e Câmara Municipal neste mês.
Entre outras ações previstas na campanha, que será adotada de forma permanente a partir de agora, está a realização de audiência pública na Câmara Municipal, programada para o dia 16 deste mês, além de ações educativas entre os próprios profissionais dentro das unidades de saúde e também na população. Outra estratégia é a organização de fórum multidisciplinar com a participação de várias instituições, a fim de discutir o assunto e reunir propostas. “O grande foco é retomar a dignidade da saúde, tanto no atendimento à população quanto para o profissional”, destacou o médico Renato Figueiredo, autor do estudo.
Segundo o vice-presidente do Sinmed, Marco Antônio Leite, a categoria defende que se tenha uma segurança treinada e efetiva nas unidades, que sejam criados mecanismos para reestruturação do atendimento da rede básica de saúde, assim como das especialidades médicas. Entre as sugestões apontadas por sindicatos e entidades da área médica como simples, porém eficazes para evitar o surgimento de conflitos, estão a colocação de um sistema de acolhimento ao paciente na entrada das unidades 24 horas e de pronto atendimento (UPA) e o uso dos televisores disponíveis nos balcões de espera para veiculação de informações sobre o funcionamento do serviço.
“Hoje tem-se uma fila enorme de pacientes que precisam de atendimento especializado e não conseguem. Eles vão então para as unidades 24 horas, onde passam por classificação de risco, dão entrada como nível azul e por essa escala, serão os últimos a serem atendidos. É lógico que vão se sentir desprezados. Mas se houver um serviço que informe esse paciente e que dê uma explicação a ele, a pessoa já se sente valorizada, mesmo que precise aguardar pelo atendimento”, comentou.
Cidades
ATENDIMENTO
Médicos fazem campanha contra violência
Médicos fazem campanha contra violência
JUDICIÁRIO
Fábio Possik Salamene toma posse como desembargador do TJMS
Promovido por merecimento, magistrado tem 27 anos de carreira e assume a vaga deixada pela aposentadoria de Lúcio Raimundo da Silveira
05/11/2026 17h18
Fábio Possik Salamene tomou posse administrativa como desembargador do TJMS nesta quinta-feira (5) Divulgação/TJMS
Saúde Sob Auditoria
Prefeitura tem 15 dias para explicar R$ 71 milhões da saúde em Campo Grande
Auditoria federal aponta inconsistências e possível devolução de recursos; Câmara cobra documentos e plano para corrigir falhas.
05/11/2026 17h06
use a fachada da Sesau na capa e mantenha a foto de Papy com Dr. Victor Rocha no meio da reportagem, próximo ao trecho sobre o ofício enviado à Prefeitura. Foto: Arquivo Correio do Estado.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES