Realizada nesta quarta-feira, em Três Lagoas, a primeira audiência pública para discutir a renovação do contrato entre a Prefeitura e a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) que depois de 30 anos, vence em janeiro de 2011. O assunto divide opiniões na cidade e grande maioria da população quer mudanças no atendimento e na cobrança abusiva de tarifas.
Durante a audiência os vereadores cobraram um contrato mais curto e com mudanças na cobrança das tarifas. Populares presentes também questionaram o atendimento nos postos da empresa e por parte da diretoria, considerado insatisfatório. O vereador Jorge Martinho (PMDB), que convocou a audiência, não poupou criticas à Sanesul, afirmando inclusive que a sociedade precisa discutir de que forma este contrato será celebrado, se será celebrado ou se a prefeitura vai assumir o abastecimento. Segundo ele, o principal problema é a qualidade da água que, conforme denuncia vem apresentando índices inadequados de potabilidade.
Outro vereador, Idevaldo Claudino (PT), contrário à renovação do contrato, propôs a criação do Departamento de Água e Esgoto. Segundo ele, esse departamento seria o primeiro passo para que a Prefeitura assuma a administração dos serviços de água e esgoto a partir do próximo mês de janeiro. “São muitas as vantagens para o município quando assumir o serviço, pois não será para 30 anos e sim para sempre”, disse.
O deputado estadual eleito, Rduardo Rocha (PMDB), que também participou da audiência, defende a renovação do contrato. Para ele, além da falta de estrutura por parte do município para assumir o serviço, não há disponibilidade financeira para assumir as dívidas assumidas pela Sanesul. “Precisamos rever alguns detalhes e adequar o contrato à nova realidade de Três Lagoas, mas a cidade precisa sim da Sanesul aqui”, disse.
O presidente José Carlos Barbosa, presidente da Sanesul mostrou relatórios e garantiu que a empresa cumpriu seu papel nestes 30 anos. A renovação do contrato também foi defendida com veemência pela prefeita Márcia Moura (PMDB). Ela falou por mais de 40 minutos em defesa da Sanesul e afirmou que a Prefeitura não possui estrutura para assumir o abastecimento de água e as obras de saneamento. Segundo a prefeita, existe uma resistência por parte da população que só pode ver o trabalho da Sanesul nos últimos 5 anos.
A Prefeitura ainda não desenvolveu nenhuma pesquisa para avaliar o nível de satisfação
da população e quais os principais problemas. O site do Jornal do Povo, mais antigo da cidade realizou uma enquête sobre a renovação do contrato da Prefeitura com a Sanesul, os números apontam que apenas 12.50% dos internautas aprovam a continuidade da prestação de serviços de água e esgoto no município. Outros 87.50% indicam que o contrato não deve ser renovado e que a Prefeitura deve encontrar outras alternativas para a concessão do serviço.
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