A infestação pelo transmissor da dengue, Aedes aegypti, em 11 bairros de Campo Grande preocupa a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau). Em outras quatro localidades os índices de infestação predial quase passam do limite considerado aceitável pelo Ministério da Saúde. Em levantamento feito pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), as duas situações mais graves são a do São Conrado e do Portal Caiobá, bairros da região sudoeste da Capital, que registraram índice de infestação de 2,3.
Entre os campeões em focos do mosquito da dengue estão dois bairros considerados nobres: o São Francisco e o Jardim dos Estados, índice de 1,6. De acordo com a pesquisa, as outras 11 regiões registraram infestação entre 1 e 1,8.
De acordo com o chefe do Serviço de Controle de Vetores, Alcides Ferreira, a atenção para esses bairros será redobrada. “Já estamos entrando no período de chuvas, época ideal para a reprodução do mosquito da dengue. Os índices já não estão tão bons quanto no início do ano, por isso, nem a gente e nem a população pode descuidar”.
Para Alcides Ferreira, a população ainda é resistente a mudar hábitos para evitar a proliferação do mosquito. “Fazemos seis visitas anuais em imóveis de Campo Grande. Além de vistoriar e notificar os proprietários das residências onde encontramos focos, os agentes de saúde fazem também o trabalho de orientação. As pessoas estão cansadas de saber o que se deve fazer, mas não transformam o conhecimento em atitude. De nada adianta o trabalho do CCZ, se a população não colabora”.
Pesquisa
O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado entre os dia 3 e 8 de novembro, mas o relatório só foi divulgado semana passada pela Sesau. A finalidade da pesquisa é identificar focos do aedes aegypti e, com base na estatística, calcular o índice de infestação em cada região da cidade.
A pesquisa é realizada por amostragem, por isso, são sorteados cerca de 13 mil dos 340 mil imóveis existentes na área urbana. Campo Grande é divida em 31 microrregiões e em cada localidade são vistoriadas, em média, 400 casas. Com base na quantidade de focos detectados em imóveis é calculado o índice daquele bairro. O resultado é enviado para controle do Ministério da Saúde e também serve para direcionar combate à dengue. São 79.461 casos de dengue e 46 óbitos em decorrência da doença registrados neste ano em Mato Grosso do Sul.
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