A briga entre duas famílias paraguaias pelo controle do tráfico de maconha na fronteira, na localidade de Ypehú, vizinha a Paranhos, que fica na região sul de Mato Grosso do Sul, fez mais três vítimas nos últimos três dias. Na madrugada de ontem, Rodney Marques Ibarra, de 19 anos, foi assassinado a tiros. No domingo foram encontrados nas proximidades do local do tiroteio de ontem os corpos de Lorenzo Benitez, de 28 anos, e de Roque Arguello, de 19 anos. Em outubro, Víctor e Elvio Acosta Marques foram mortos em razão da disputa.
Tiroteio
Rodney foi atingido nas costas e abdome com tiros de pistola nove milímetros. O amigo dele, Júlio César Lakis, também foi baleado, mas sobreviveu e está internado no Hospital Municipal de Paranhos. De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, testemunhas informaram que Rodney e Júlio César caminhavam pela rua quando foram interceptados por dois homens que estavam em um veículo Gol. Estes homens foram identificados como Julian Lopes e Liduvino de Vaca, que fugiram após fazerem diversos disparos e até o fechamento desta edição não tinham sido presos.
Domingo
Lorenzo e Roque, cujos corpos foram encontrados no domingo, estavam desaparecidos desde a manhã de sábado. Uma terceira pessoa, cujo nome não foi divulgado pelos policiais, e que seria um amigo dos dois mortos, ainda não voltou para casa e os investigadores não descartam a hipótese de ele também ter sido assassinado.
Irmãos
Víctor e Elvio foram executados no mês passado. Eles eram irmãos do candidato à prefeitura do cidade de Ypehú pela Associação Nacional Republicana (ANR), Dilmar "Neneco" Acosta Marques. Os suspeitos de cometer o crime, segundo a imprensa paraguaia, são Dionísio, Francisco e Tomaz Gallardo, que teriam matado as vítimas a mando de Ismael Giménez Suárez, integrante de uma família que, supostamente, disputa o comando do tráfico de drogas na região de fronteira com os Acosta. A polícia paraguaia fez buscas na casa dos suspeitos, mas eles não foram encontrados.
A primeira vítima do confronto entre os grupos rivais foi o motorista de Neneco. Ele foi assassinado em dezembro de 2009.