Campo Grande teve dois macroprojetos nas áreas de drenagem e habitação pré-selecionados pelo Ministério das Cidades para inclusão na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com financiamento previsto da ordem de R$ 139,4 milhões. São eles os empreendimentos do complexo Anhanduí, Cabaça e Areias e a recuperação de fundo de vale dos Córregos Bálsamo, Lajeado, Segredo, Taquaral e Imbirussu, obras onde estão embutidas a preservação de recursos ambientais, saneamento, construção de parques lineares, equipamentos comunitários e ainda a construção de 800 casas, conforme informações da Prefeitura. A relação de municípios beneficiados, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira, contempla ainda 12 projetos de saneamento, pavimentação e recuperação de áreas de encosta apresentados por outros quatro municípios do interior do Estado.
Após a divulgação dos tipos de obra incluídas na segunda fase do PAC, a próxima etapa é o encaminhamento dos projetos para análise da Caixa Econômica Federal — se aprovados pela instituição, as propostas receberão autorização para início do processo de licitação. Segundo o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais da Prefeitura de Campo Grande, Rodrigo Aquino, a prefeitura aguarda contato da CEF para encaminhar as propostas. "Todos os projetos que temos estão prontos e estamos agora preparando a documentação para montagem", explicou.
Ele destaca ainda que se tratam de projetos com investimentos superiores a R$ 100 milhões, sendo aproximadamente R$ 60 milhões em infraestrutura e R$ 30 milhões na área da habitação. "Diferentemente do PAC 1, quando tivemos metade dos recursos financiados e metade dos outros recursos do OGU (Orçamento Geral da União), neste teremos 100% dos recursos financiados pelo OGU", informou. A contrapartida do município é de aproximadamente 10% do valor de cada obra.