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FORA DE ROTA

Anac exclui Capital do plano contra apagão

Anac exclui Capital do plano contra apagão

Redação

23/11/2010 - 05h30
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Mesmo enfrentando ameaça de apagão aéreo, com uma média diária de três mil passageiros entre embarque e desembarque e a estimativa de chegar a 1,3 milhão de passageiros transportados até o fim do ano, o Aeroporto Internacional de Campo Grande ficou de fora da relação de terminais aeroportuários a receberem reforço de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) durante o período de fim de ano. A medida consta de plano de ação anunciado ontem pela agência, após reunião com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Polícia Federal e as seis maiores companhias aéreas brasileiras.

Além do aumento da fiscalização da própria Anac, que manterá 120 funcionários atuando em 11 dos 67 aeroportos controlados pela Infraero no País entre 17 de dezembro deste ano e 3 de janeiro de 2011, o plano de ação divulgado ontem estabeleceu ainda a disponibilização de aeronaves reserva, ocupação de todas as posições de check-in das companhias nos horários de pico, incentivo ao check-in pela Internet ou totens nos aeroportos, proibição de overbooking (venda de passagens em número maior que o de assentos disponíveis) e o endosso de passagens entre as empresas.

Outra providência anunciada durante a reunião de ontem foi o aumento das equipes de atendimento e equipamentos da Infraero, que investiu R$ 100 milhões em aquisição de novos equipamentos para esta temporada – um total de 54 ônibus, 10 veículos operacionais, 30 micro-ônibus, 29 ambulâncias e 13 mil carrinhos de bagagem – além de contratar 922 novos funcionários, segundo informações da assessoria de imprensa da empresa. Até o fechamento desta edição, não havia sido confirmado se o Aeroporto Internacional de Campo Grande seria um dos terminais contemplados com esses novos equipamentos.

 Risco de apagão
Congestionamento no embarque e desembarque, filas para reaver malas e outros pertences na única esteira de bagagens disponível, disputa por táxi e falta de estacionamento para veículos no entorno levaram o aeroporto da capital sul-mato-grossense à beira do colapso no fim de agosto. Diante da situação, a superintendência da Infraero (região Centro-Oeste) lançou licitação para aquisição de mais uma esteira rolante, além de iniciar negociações para providenciar a transferência do restaurante para outra área, abrindo mais espaço para o setor de desembarque.

Outra medida, a ser implementada em conjunto com a prefeitura, é aumentar de 28 para 35 o número de táxis, além de alocação de uma linha executiva para fazer o trajeto aeroporto-centro, porém a ampliação permanece adiada por tempo indeterminado, em decorrência da suspensão de licitação para novos alvarás de taxistas, no mês passado. Já outro problema, o acúmulo de voos pousando num mesmo horário no aeroporto de Campo Grande, entre as 21h30min e 22h10min, depende de reformulação da própria Anac.

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