O SIGO - Sistema Integrado de Gestão Operacional, criado por uma empresa da Capital, será um dos destaques em encontro de política nacional de segurança pública A tecnologia tornou-se um ingrediente indispensável no combate à criminalidade. E com a proximidade de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016, a segurança pública passou a ser prioridade absoluta para o Governo Federal. Uma prova disso é que, na próxima semana, acontecerá em Brasília um encontro da presidente Dilma Roussef com as secretarias de segurança pública de cinco estados brasileiros que tiveram redução na criminalidade aplicando políticas inovadoras e modernas. O objetivo é conhecer e juntar experiências para criar um modelo nacional. Entre os estados convocados para a reunião estão Acre e Maranhão, que utilizam o SIGO – Sistema Integrado de Gestão Operacional, desenvolvido pela Compnet, uma empresa de tecnologia de Mato Grosso do Sul.
O SIGO, que já é utilizado em Mato Grosso do Sul, Acre, Maranhão, e está em processo de implantação em outros dois estados brasileiros e em fase de negociação em mais dois países na África e América Central, cria uma grande rede de informações criminais integrando todas as corporações de segurança em tempo real e em um único banco de dados. Trata-se de um sistema de coleta, tratamento e convergência das informações das Polícias Militar, Civil, Técnica e Científica, Centros de Atendimentos Emergenciais, do Poder Judiciário e do aparato prisional. Ele adota normas e práticas operacionais que mudam a maneira como são conduzidos os procedimentos, interligando-os e unificando-os de ponta a ponta.
Segundo Adriano Chiarapa, criador do SIGO, o sistema resolve um dos principais problemas da segurança pública, que é a oferta da informação padronizada ao agente de segurança pública e ao poder judiciário de forma instantânea, proporcionando confiabilidade e celeridade em todos os procedimentos.
Em muitos estados no Brasil e outros países, sistemas de órgãos de segurança praticamente não se conversam, o que dificulta ainda mais a identificação dos fenômenos de criminalidade e dos perfis criminosos. “Com o SIGO, tudo faz parte de uma grande rede de informações criminais consolidadas em um único banco de dados composto pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Técnica Cientifica, Departamento de Trânsito, Sistema Penal e bases de dados federais, o que permite, por exemplo, a um bombeiro que está fazendo um resgate de um acidentado saiba que é um foragido ou que ao abordar um automóvel o policial de trânsito tenha também as informações criminais do condutor e do veiculo, ou que o tribunal de Justiça acompanhe de forma eletrônica a pena e a ficha disciplinar de um preso e o Ministério Público tenha acesso virtual aos inquéritos policiais, nada escapa.”, explica Chiarapa.