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TRÁFICO

Fornecedor de drogas da Nhá-Nhá é preso pela Denar

Fornecedor de drogas da Nhá-Nhá é preso pela Denar

Redação

27/11/2010 - 03h50
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A Polícia Civil prendeu, ontem, Anderson da Silva Nakamura, vulgo Japão, de 28 anos, considerado o maior fornecedor de pasta-base de cocaína da Vila Nhá-Nhá Nhanhá. Policiais da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) cumpriu, por volta das 7h, sete mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão de Anderson, sua esposa Suzana Santana Taborda, 26 anos, seu sócio no tráfico, Luciano Souza Barbosa, o Piquinês, 25 anos, o comparsa Reginaldo da Silva, o Dega, 28 anos, e um adolescente de 17 anos.

De acordo com equipe da Denar, Anderson atua há mais de oito anos como traficante no Bairro Nhá-Nhá e, há pelo menos cinco, a polícia tenta prendê-lo. No entanto, ele sempre conseguiu escapar das investidas. O fornecedor esteve preso pela prática de tentativa de homicídio cometida em 2002 e estava em liberdade condicional.

Luciano é apontado como sócio de Anderson no fornecimento de droga, enquanto Reginaldo vendia o entorpecente e também liderava o grupo de pessoas que revendia pasta-base de cocaína. Já o adolescente saiu de uma Unidade Educacional de Internação (Unei) da Capital há cerca de um mês e voltou a traficar. Ele foi apreendido e encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaij).

 Apreendidos
Segundo informações da polícia, foram apreendidos cerca de R$ 47,5 mil, R$ 15,5 mil em lâminas de cheques, US$ 6, 20 aparelhos celulares de origem não comprovada, balança de precisão, munições, máquina fotográfica, cartão de crédito, comprovante de depósito no valor de R$ 8 mil em nome de Suzana, duas motocicletas e um veículo Palio. Também foram apreendidas 83 porções de pasta-base totalizando 477 gramas da droga, que podem ser transformadas em aproximadamente duas mil "paradinhas", com rendimento de R$ 20 mil.

A polícia revelou que o traficante só trabalhava com pasta-base e que contava com parceria de vários "freteiros" responsáveis por trazer a droga da Bolívia. Em Campo Grande, Anderson repassava a droga em estado bruto para traficantes de menor potencial, que preparavam o entorpecente para vendê-lo em pequenas porções.

Ainda conforme equipe da Denar, o fornecedor costumava guardar a droga na residência de Luciano, na Rua Damianópolis, Bairro Jardim das Hortênsias e em outros três imóveis, que ficam na Rua Sol Nascente, Bairro Nhá-Nhá.

 Cães
Policiais militares da Rondas Ostensivas com Cães Adestrados da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), atuaram em parceria com a Denar. Cães farejadores, um da raça pastor belga e outro da raça lavrador, ajudaram a encontrar a droga apreendida com os traficantes. Os animais foram utilizados em buscas nas quatro casas que funcionavam como depósito de pasta-base.

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