Bombeiros foram acionados no fim da tarde deste sábado para conter as chamas provocadas por um curto circuito em um ventilador em uma das alas do setor semi aperto do Estabelecimento Penal de Amambai. O fogo teria começado por volta das 18h10min e se alastrado rapidamente pelo prédio, queimando beliches e pertences dos detentos, mas foi controlado pelos bombeiros.
De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), responsável pela administração do presídio, 13 detentos estavam abrigados na ala atingida pelo fogo e foram remanejados para outra ala do setor semiaberto, que segundo a Agepen, abriga atualmente 26 reeducandos.
A ala do semiaberto
As instalações onde funciona o regime semiaberto do Estabelecimento Penal de Amambai foram construídas de forma improvisadas e não oferecem estrutura adequada para abrigar os reeducandos.
O presídio, que deveria funcionar com administração própria, separado do regime fechado, não conta se quer com efetivo de agentes penitenciários para controlar a saída e a permanência dos internos, motivos pelo qual fez aumentar em grande escala o número de evasões e conseqüentemente de detentos se envolvendo em confusões ou delitos fora do presídio.
O resultado disso tem sido o grande número de reeducandos tendo regime regredido, voltando para o setor do regime fechado do EPAM, que tem capacidade para 67 detentos, mas atualmente abriga 214 presos.
Através de um trabalho de iniciativa do Poder Judiciário local, com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) a Prefeitura de Amambai cedeu ao Estado, cinco terrenos para a construção de um presídio específico, equipado com alas de treinamento profissional para abrigar os detentos do regime semiaberto em Amambai.
Em reunião com autoridades do judiciário e do município, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública se comprometeu a elaborar o projeto, construir e equipar o presídio semiaberto em Amambai, mas até agora a proposta não saiu do papel.