Quatro helicópteros foram levados de Mato Grosso do Sul para o Rio de Janeiro, onde traficantes e segurança pública estão em “guerra”. São três aeronaves da Marinha e uma da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nenhuma ajuda humana foi enviada.
O helicóptero da PRF estava atuando no Operação Sentinela, realizada na área de fronteira, e foi enviado ao estado carioca por determinação do Ministério da Justiça. O veículo retorna para Mato Grosso do Sul quando a situação no Rio de Janeiro estiver normalizada. As aeronaves da Marinha ficam no Distrito Naval de Ladário e foram enviadas ao Rio de Janeiro porque são blindadas e possuem equipamentos para fazer patrulhamento noturno.
Policiais que atuam na PRF no estado não foram enviados devido à Operação Sentinela. Porque, além do combate direto com os traficantes, a segurança pública precisa barrar a entrada de drogas e armas. E como o caminho deste material até o Rio de Janeiro é Mato Grosso do Sul, a vigilância foi intensificada. Nas rodovias federais próximas às fronteiras, a fiscalização foi reforçada com policiais de outras áreas.
A Polícia Federal não enviou viaturas nem policiais devido ao grande volume de trabalho no estado.
Guerra
Os ataques no Rio de Janeiro começaram no domingo, 21. Até a manhã de ontem já haviam sido registradas 44 mortes. Diversos ônibus e outros veículos foram queimados. Escolas fecharam as portas.
Marinha e Exército foram às ruas. A autorização para atuação do Exército foi dada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Para a polícia, os ataques são retaliações do tráfico contra as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a transferência de detentos para presídios federais.
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