Durante mais de cinco horas de discussão, ainda não há uma definição a respeito do destino do serviço de abastecimento de água no município de Três Lagoas.Nesta segunda-feira aconteceu na cidade a segunda audiência, desta vez proposta pela vice-governadora eleita e ex-prefeita Simone Tebet (PMDB), que defendeu a renovação do contrato e fez um esclarecimento sobre os pontos positivos e negativos da privatização ou da municipalização do serviço na cidade.“Ruim com ela, pior sem ela”, disse . Simone se comprometeu a resolver os principais problemas levantados pela população, como a cobrança da taxa de comercialização ,a tarifa social e a qualidade da água do reservatório do Palmito.
Ela argumentou que a partir de janeiro quando assumir o cargo de vice-governadora terá grande influência junto a direção da Sanesul e defenderá os interesses da população três-lagoense.Simone enfatizou sua rejeição à proposta de privatização e destacou que a licitação seria demorada e que só iria trazer prejuízos para a população. Ela defendeu a renovação do contrato com a estatal, com algumas alterações e fez questão de destacar que "vai cuidar pessoalmente da Sanesul em Três Lagoas".
Segundo ela, a proposta da Sanesul é investir R$ 138 milhões nos próximos 30 anos, com meta de cobertura de 95% de esgoto, sendo R$ 41 milhões em água e R$ 79 milhões em esgoto, além de R$ 2 milhões em outras áreas. Deste total, R$ 59 milhões devem ser investidos já nos próximos cinco anos e neste mesmo período aumentar para 71% a cobertura de esgoto no município, que atualmente é de 54%.