A juíza da 1ª Vara Criminal de Dourados Dileta Terezinha de Souza Thomaz condenou o advogado Antonio Paulo de Amorim, 53 anos, a 42,4 anos de prisão pelo crime de pedofilia. A sentença saiu esta semana e o caso corre em segredo de justiça. Como a condenação ocorreu em primeira instância, ele pode recorrer da decisão.
Amorim foi preso no dia 19 de novembro do ano passado em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, Departamento de Operações de Fronteira e do Ministério Público Estadual. A prisão ocorreu em um prédio na Rua Antonio Emílio de Figueiredo, centro de Dourados, que funcionava como escritório e residência dele. As investigações contra o advogado começaram quando o MPE recebeu um vídeo com cenas de sexo entre ele e uma menina menor de idade. Além da fita enviada ao Ministério Público, a Delegacia da Mulher também recebeu denúncias de famílias das menores que foram abusadas sexualmente por Amorim.
No dia da prisão, foram encontrados no local fitas de videocassete, além de DVDs e arquivos de vídeo em computador onde Antonio Amorim aparecia mantendo relações sexuais com várias meninas na faixa dos 12 aos 16 anos de idade e vasto material de pornografia, incluindo filmes e revistas. Nas próprias gravações em vídeo o advogado confessava ser pedófilo. No computar dele havia uma pasta, na área de trabalho, denominada ‘pedofilia’ com vários vídeos anexados. Todo material encontrado e apreendido na casa dele foi submetido a perícia técnica da Polícia Civil.
Depois de autuado em flagrante no 1º Distrito Policial o advogado foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa onde continua preso.