Orçado em R$ 18 milhões, o projeto de revitalização da Avenida Júlio de Castilhos tem como fonte de recursos o Programa Pró-Transporte, que prevê investimentos de R$ 58 milhões em obras de semaforização, construção de abrigos de pontos de ônibus, pontes, passarelas e ciclovias da Capital. Dentre esses projetos, o da avenida é considerado prioritário, porque integra a carteira de projetos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Campo Grande, na qual estão inseridas, por exemplo, a Via Morena e a Orla Morena. "Ela é uma contrapartida do município ao BID", esclareceu o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco.
Uma das principais vias de ligação da região oeste com o centro e demais regiões da cidade, a Avenida Júlio de Castilhos enfrenta saturação de tráfego em diversos pontos de sua extensão. Entre outros problemas detectados pela equipe técnica da prefeitura, estão a baixa velocidade operacional para o transporte coletivo da via, largura variada ao longo de seu trajeto (em alguns trechos, a Júlio de Castilhos é bastante estreita e compromete a circulação de veículos), o grande número de ciclistas, que "disputam espaço em meio a carros, motos e ônibus, a frequência de conversões à esquerda, a degradação urbanística e estética de toda a avenida, iluminação e arborização inadequadas e ainda um sistema de drenagem aquém do necessário.
Modernização
Com aproximadamente 70 anos de existência – o asfalto só chegaria no início da década de 70 –, a Avenida Júlio de Castilhos foi palco de várias tentativas de modernização viária a cada administração, inclusive tornando-se mão única em determinado período de sua história. Com este projeto de revitalização, a prefeitura espera trazer desenvolvimento e reorganizar o espaço urbano de uma das principais vias da cidade, que atende atualmente uma população aproximada de 100 mil habitantes.
"É uma obra que vai induzir o comércio local à modernização, tanto de fachadas como das calçadas, e depois de pronta trará grande valorização imobiliária para a avenida", avaliou De Marco. (DA)