Marcelo de Oliveira, 32 anos, e Giovane Gomes, 26 anos, foram presos ontem, em Campo Grande, pela Polícia Militar (PM), após terem furtado quase R$ 11 mil de um buffet de luxo. Marcelo era funcionário da empresa e “contratou” Giovane para executar o crime.
Por volta das 2h30min policiais do 1º Batalhão faziam rondas pela área central quando suspeitaram de três homens que estavam nas proximidades do camelódromo. Eles tentaram fugir, mas acabaram sendo detidos. Giovane era um deles e com ele foi encontrado grande quantia de dinheiro.
Diante da situação, os três foram levados para delegacia e em uma revista mais minuciosa os policiais encontraram dinheiro até na cueca de Giovane. Com ele havia quase R$ 7,5 mil. Ele então confessou o furto e ainda estava com o produto do crime porque havia recém-cometido.
Crime
Giovane estava na área central quando foi abordado por Marcelo, o qual falou sobre o dinheiro. Marcelo levou o novo amigo até o buffet e este quebrou a janela e entrou no escritório, pegando o montante. Depois, eles dividiram o dinheiro, ficando Marcelo com R$ 3,3 mil. Em seguida, o funcionário da empresa deixou o comparsa perto do camelódromo, foi para casa e na manhã de hoje foi trabalhar normalmente.
A PM foi até o local com Giovane, o qual reconheceu Marcelo como sendo seu comparsa. O funcionário então confessou o furto. “Foi um minuto de bobeira. Eu estava quase desistindo”, disse Marcelo ao Correio do Estado. Ele declarou que não sabia a quantidade de dinheiro. “Eu imaginava que tinha uns R$ 2 mil, não sabia que tinha tudo isso”.
Dinheiro
Marcelo trabalhava há um ano na empresa, no setor de compras. “Ficava o dia inteiro nos supermercados fazendo compra”, disse ele, que sabia da rotina financeira. O mentor do crime falou que usaria o dinheiro em tratamento de saúde de familiares.
O proprietário do buffet, que pediu para não ser identificado, declarou que o montante seria usado para pagar fornecedores. “Eles não foram buscar ontem, por isso ficou lá”.
Giovane, o executor, contou que fez o furto porque estava sob efeito de droga. Ele declarou que iria utilizar o montante que furtou para sustentar o vício. “Só ia comprar mais droga”. (NC)