Cidades

SEM VERBAS

Cidades apontadas como porta de entrada de drogas ficam sem verba

Cidades apontadas como porta de entrada de drogas ficam sem verba

Redação

19/12/2010 - 04h25
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Sete cidades de Mato Grosso do Sul – Corumbá, Paranhos, Sete Quedas, Bela Vista, Mundo Novo, Coronel Sapucaia e Ponta Porã – foram apontadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Urbana na Câmara dos Deputados como as principais portas de entrada de drogas e armas no Brasil. No entanto, nenhuma delas estão aptas a receber recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), principal projeto do Governo Federal para financiar ações estaduais e municipais de combate à criminalidade.

Para ser conveniado ao Programa, o município precisa estar na região metropolitana de sua capital ou estar entre os locais com maiores índices de homicídio no País. Além das sete cidades de Mato Grosso do Sul, a CPI também apontou outros dez municípios do País, sendo que apenas Foz do Iguaçu recebeu em 2010 repasse do Pronasci conforme levantamento do Ministério da Justiça.

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, informou ontem que cabe a cada município elaborar e encaminhar seus projetos. Mas, colocou a secretaria de Segurança à disposição dos administradores municipais para ajudar no que for necessário. "Estamos à disposição de todos os municípios para ajudar na elaboração e dar o encaminhamento correto aos projetos. Até o momento só a Prefeitura de Campo Grande nos pediu ajuda no projeto que pretende armar a guarda municipal e a Capital não está entre esses sete", enfatizou.

 Prefeitos
Em contato telefônico com os prefeitos das sete cidades do Estado, apenas dois deles o prefeito de Paranhos, Dirceu Bettoni (PSDB), que faz fronteira com a cidade Paraguaia de Ypehú, e o secretário de Relações Institucionais de Cultura e Turismo em Corumbá, Carlos Porto, atenderam as ligações do Jornal Correio do Estado. Dirceu falou que não lembrava se encaminhou algum projeto e amenizou a situação de Paranhos com a criminalidade e o tráfico de drogas. "A situação aqui não é tão critica como falam por aí. O problema é do lado de lá (referindo-se à cidade de Ypehú)", enfatizou o prefeito.

Carlos Porto, por sua vez, informou que Corumbá enviou alguns projetos para o Pronasci, mas não receberam resposta. Inclusive, segundo ele, uma das propostas prevê o monitoramento da cidade e da área de fronteira com a Bolívia através de câmeras que ajudariam a polícia a elucidar crimes com maior agilidade. "O monitoramento também iria inibir os criminosos", enfatizou.

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