Cidades

DENÚNCIA

Obra do Dique de R$ 10 mi está abandonada em Murtinho

Obra do Dique de R$ 10 mi está abandonada em Murtinho

Redação

19/12/2010 - 08h07
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Foram quase R$ 10 milhões investidos em pouco mais de dois anos - cujos recursos são oriundos do Governo federal - para construção de nova barreira de proteção contra erosão do Dique, que circunda a cidade de Porto Murtinho, para conter as cheias cíclicas do Rio Paraguai. Passados 24 meses, a empreiteira responsável pelo projeto abandonou a obra e o que seria local de contemplação para cerca de 16 mil habitantes não passa hoje de ameaça para a cidade.

Por erro de engenharia, estacas e placas de concretos (de até 3,5 toneladas) foram instaladas em terreno arenoso e não suportaram o peso do aterro compactado, vindo a desabar em vários pontos. Neste período, dois operários morreram no canteiro de obras. Um deles, foi arremessado para o fundo do Rio Paraguai. O uso de motoniveladora fez o aterro ceder. Por esta razão, a obra acabou sendo paralisada.

Histórico

No primeiro semestre de 2008 a construtora Gerpav ganhou a licitação para recuperar o dique, mas por erro de projeto não foi feito o estudo do solo onde seriam colocadas as estacas de concretos que sustentariam as placas também de de concretos. Como consequência, os trabalhos de recuperação foiram prejudicados.

A nossa reportagem percorreu e fotografou todas as obra e que se viu foi total abandono. Desde o segundo semestre do ano passado a empreiteira responsável retirou todo equipamento e pessoal das margens do rio.

 Plebiscito

O dique de proteção foi construído pela necessidade de se conter as enchentes provocadas pelas cheias do rio Paraguai que ocorrem no período de fevereiro a julho de cada ano. As grandes cheias do Paraguai desalojaram toda a população em 1979, 80 e 82. A população escolheu através de plebiscito a construção de um muro de aterro e, assim, o então ministro do Interior Mario David Andreazza viabilizou a construção que ficou a cargo do (na época) DNOS – Departamento Nacional de Obras e Saneamento.

A obra foi executada pela gigante empreiteira paulista Better S/A com o projeto da empresa gaúcha de Porto Alegre Magna Engenharia Ltda. A obra foi entregue no final de 1984 e tem 11.600 metros de extensão.

Com a extinção do DNOS o dique ficou sem conservação e com o abandono o aterro sofreu erosão em toda a sua estrutura e, a cada cheia, população ficava preocupada. Por essa razão foi apresentado o projeto de recuperação ao Ministério da Integração Nacional que encampou a proposta e viabilizou os recursos com contrapartida do Governo do Estado.

 * Colaborador

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