A Prefeitura de Campo Grande pleiteia inclusão no Orçamento Geral da União do ano que vem de projeto no valor de R$ 113 milhões, atualmente sob análise do Ministério das Cidades, para obras de repavimentação asfáltica e acessibilidade em todo o perímetro central da cidade. Se emplacar, a proposta, de amplo alcance urbanístico, pode transformar Campo Grande em “capital da acessibidade”, nas palavras do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), que está otimista quanto à inclusão do projeto como programa financiado pelo governo federal. As discussões para fechamento da proposta orçamentária devem ser concluídas no início deste mês.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, o projeto prevê a requalificação das vias centrais (com melhoria da pavimentação e recapeamentos), além de enfatizar a questão da acessibilidade, com instalação de rampas de acesso, piso tátil e padronização em toda a extensão das calçadas do perímetro central. Canteiros também serão redimensionados e revitalizados para atender à proposta de reurbanização.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, João Antônio De Marco, trata-se de um projeto completo, porque abrange todo o centro da cidade, entre o quadrilátero da (Avenida) Mascarenhas de Moraes, a Praça Newton Cavalcante (na confluência da Avenida Afonso Pena com a Avenida Duque de Caxias e Via Morena), a (Rua) Salgado Filho, fechando com (Avenida Eduardo Elias) Zahran. “As ruas ficam com uma pavimentação excelente e um sistema de drenagem eficiente nesse centro da cidade. Também atende à questão da acessibilidade, já que em Campo Grande é muito difícil para o cadeirante se deslocar. A cidade fica organizada e bonita”, explica.
Além disso, informou, a concepção do projeto difere dos outros que estão em andamento atualmente e até mesmo daquele previsto dentro do Plano de Revitalização do Centro, mais focado na requalificação de fachadas e reformulação do uso do espaço público, como por exemplo o combate à poluição visual, com ênfase para a Rua 14 de Julho. “Hoje nós estamos focando muito na estrutura viária, córregos, enchentes e esse é um projeto completo, que atende Campo Grande num nível de cidades de países avançados”, destacou o secretário. (DA)
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