A Santa Casa de Campo Grande realiza, em média, 1,9 mil cirurgias por mês. A maioria, de 60% a 80%, é do setor de ortopedia. São casos de urgência e também que não necessitam de cirurgia imediata. A preferência na fila do procedimento é para politraumatizados, fraturas expostas, crianças e idosos. Casos em que o paciente não corre risco de morrer vão para o fim da fila.
De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, há casos em que a cirurgia demora a ser feita devido à própria lesão. Há situações em que é preciso fazer drenagem, desinchar o machucado, entre outros procedimentos, para depois a intervenção cirúrgica.
O centro cirúrgico do nosocômio conta com 16 salas. Cada uma atende a um paciente por vez. A demora na espera por uma vaga pode ser justificada pelo fato de o hospital ser referência no atendimento de média e alta complexidade de traumas. Marcilene Rosa da Silva, 30 anos, que ficou com o marido 36 dias internado à espera de cirurgia afirma que compreende a situação. "Os médicos, alguns funcionários fazem de tudo para a gente ficar bem. Não é culpa deles. É um hospital só para receber Deus e o mundo", disse.