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PRF diz que falta de consciência é responsável por acidentes

PRF diz que falta de consciência é responsável por acidentes

Redação

21/12/2010 - 15h29
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Mesmo antecipando a operação Fim de Ano, já como maneira de prevenir e reduzir os índices de acidente de trânsito primando pela vida nas rodovias de Mato Grosso do Sul, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) acredita que os números são preocupantes e que isso será uma tarefa muito difícil. “O cidadão está sendo notificado o tempo todo e não entende que aquela velocidade não é compatível com a pista em que ele está”, reclamou o inspetor Eduardo Lugo Samúdio, cheve do núcleo de comunicação da PRF.

De acordo com ele, desde o início da operação, muitos acidentes leves têm sido registrados e a falta de atenção dos condutores continua sendo a principal causa. “A luta da PRF é para a preservação da vida, mas observamos a dificuldade porque os condutores não atendem ao chamado da PRF de todo o Brasil. Muita gente passar por aqui, vindos de outros Estados da federação. Falta consciência do motorista brasileiro de uma forma geral”, afirmou.

Samudio garante que muitos não acreditam que um acidente possa acontecer consigo. Para ele, até mesmo a utilização do cinto de segurança continua sendo um problema a todos os motoristas e a maioria dos acidentes tem vítimas fatais pela falta de uso do equipamento de segurança. “Recentemente uma passageira morreu porque foi arremessada fora do carro, provavelmente não usava o cinto”, afirmou lembrando que o cinto de segurança protege 90% dos passageiros em todas as situações.

Samúdio concedeu entrevista na manhã de hoje ao programa Bom Dia Mega Notícias, da rádio Mega 94 e na ocasião, falou também sobre os veículos que possuem muita potência no motor. “A questão da potência do veículo é um debate complicado e na prática a gente observa que realmente o veículo chega num ponto em que a velocidade se desenvolve cada vez mais e ficamos nessa questão, mas o que vale ainda, é a consciência do motorista”. Ele lembra que mesmo as propaganda de televisão sugerem veículos cada vez mais fortes e potentes, como se fossem levar o condutor a algum tipo de aventura, esquecendo-se que a realidade das estradas brasileiras é outra.

“Só para se ter uma ideia, na Avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande, os veículos de potência desenvolvem velocidades absurdas. Tem que haver respeito”, afimou. Ele lembra que a rodovia BR-262 de Rio Brilhante a Guia Lopes da Laguna, possui pouquíssimos espaços para acostamento e caminhões muito pesados, carregados de cana, passam pelo local todos os dias. Neste trecho, é necessária atenção redobrada.

Finalizando, Samúdio lembrou que o excesso de peso nas rodovias também é um problema muito grande. “Criam-se facões onde o acúmulo de água facilita a ocorrência de aquaplanagem, o que tem ocorrido com frequência na região de Nova Alvorada do Sul”, lamentou.
 

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